- Vik Muniz inaugura no CCBB do Rio de Janeiro a maior exposição da carreira, intitulada “Vik Muniz — A Olho Nu”, com 220 obras, após passagem por Recife e Salvador que reuniu mais de 150 mil pessoas.
- O objetivo é apresentar o acervo a um público mais jovem, ampliando o acesso à arte e criando vias de comunicação com quem entende e não entende do tema.
- O filme Lixo Extraordinário, de 2010, influenciou o trabalho: mudou a forma de usar materiais descartados e reforçou o valor das coisas e das pessoas envolvidas no processo criativo.
- Entre os projetos de aproximação do público, destaca-se o Lugar Comum, galeria instalada na feira de São Joaquim, em Salvador, para quem circula pela região.
- Um dos pontos fortes é a série Museu de Cinzas, feita com as cinzas do incêndio do Museu Nacional de 2018; a partir de 8 de junho novas obras vão ao público, incluindo a reconstrução do fóssil da Luzia.
Vik Muniz inaugura a maior mostra da carreira no CCBB, no Rio de Janeiro, após passagem por Recife e Salvador que mobilizaram mais de 150 mil visitantes. A exposição ganhou o título Vik Muniz — A Olho Nu e reúne 220 obras, ampliando o conjunto apresentado ao público.
O paulistano transforma materiais variados, desde sucata até cinzas, em imagens. O objetivo é aproximar a arte de diferentes públicos, incluindo jovens, estudando formas de comunicação que não exijam formação especializada.
Muniz explica que o filme Lixo Extraordinário, de 2010, influenciou seu trabalho ao valorizar o descarte e as pessoas que lidam com lixo. A partir de então, a reciclagem passou a ser eixo central de sua prática artística.
O artista defende a arte como direito de todos e cita iniciativas, como o projeto Lugar Comum em Salvador, uma galeria instalada na feira de São Joaquim para circulantes na cidade, aproximando o público da produção contemporânea.
Museu de Cinzas
A mostra destaca a série Museu de Cinzas, com imagens geradas a partir das cinzas do incêndio que devastou o Museu Nacional, em 2018. Muniz participou de ações de arrecadação e idealizou as obras com as cinzas.
A exposição no Rio expõe, a partir de segunda-feira, 8, novas peças da série, incluindo a reconstrução do fóssil da Luzia, de 13 mil anos, na Sala das Vigas. O espaço guarda a história do início do incêndio.
A parceria envolveu a UFRJ e a PUC-Rio, ampliando o desdobramento histórico do episódio. A mostra completa o ciclo de uma resposta artística à tragédia e ao impacto cultural do museu. Fonte: VEJA, edição 2998.
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