- Julie Newmar, 92 anos, afirmou em entrevista ao The Guardian que homens deveriam comandar Hollywood e se posicionar contra o movimento #MeToo.
- A atriz disse que gostou de papéis sexualizados ao longo da carreira e que, segundo ela, “funciona” e não é a primeira da fila do #MeToo.
- O movimento #MeToo ganhou força em dois mil e dezessete após denúncias contra Harvey Weinstein, levando mudanças legais e maior conscientização sobre assédio no trabalho.
- Weinstein foi alvo de mais de oitenta acusações e cumpre pena de 16 anos por estupro.
- Cate Blanchett disse que o movimento precisa de avanços, e Kristen Stewart destacou que desigualdades persistem em Hollywood, com estudos revelando baixa participação de mulheres em cargos-chave em filmes de grande bilheteria (12,1% em 2023 dirigidos por mulheres; 24% de mulheres em funções como diretoras, roteiristas, produtoras, editores e diretoras de fotografia em 2024).
Julie Newmar, atriz que interpretou a Mulher-Gato na série Batman (1966-1968), gerou reação ao dizer que homens deveriam liderar Hollywood para que haja progresso, em entrevista ao Guardian. A exceção foi marcante para o público atual.
Aos 92 anos, Newmar afirmou que não apoia o movimento #MeToo e que não é pioneira da fila do movimento. O tema surgiu ao ser questionada sobre papéis sexualizados na carreira e a recepção masculina.
O MeToo, iniciado em 2017, mobilizou denúncias contra abusos e transformou práticas no ambiente de trabalho. Harvey Weinstein figurou entre os casos mais notórios, levando a mudanças legais e contratuais em diversas áreas.
Controvérsia de Julie Newmar
Newmar afirmou que o comportamento dos chefes de estúdios é adverso, mas que funciona, afirmando que os homens são bons para as mulheres. Ela disse acreditar que a indústria deveria ser dirigida por homens, pois eles fazem isso melhor.
A fala contrasta com posicionamentos de artistas de peso na indústria. Cate Blanchett avaliou o movimento como necessário, embora tenha reconhecido avanços ainda insuficientes e resistência sistêmica.
Kristen Stewart também comentou sobre o tema, destacando que havia mais espaço para vozes femininas após MeToo, mas ainda há desigualdades de oportunidade. Estudos recentes apontam baixa participação feminina em cargos-chave de grandes lançamentos.
Dados de 2023 e 2024 indicam desigualdade de gênero em Hollywood: apenas 12,1% dos diretores de grandes filmes em 2023 foram mulheres, e 24% ocuparam posições-chave em longas de maior bilheteria.
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