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Por que a sociedade ainda incentiva a competição entre mulheres

Angélica relembra a rivalidade entre Xuxa e Eliana nos anos noventa; mídia e redes sociais ainda alimentam a competição entre mulheres, sob a lente da sororidade

Angélica relembrou a rivalidade criada entre ela, Xuxa e Eliana nos anos 1990 e abriu um debate sobre competição feminina e sororidade
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  • Angélica relembrou a rivalidade entre ela, Xuxa e Eliana nos anos 1990 e abriu debate sobre competição feminina e sororidade.
  • Em entrevista ao podcast Cá Entre Nós, as apresentadoras disseram que a pressão externa criou a percepção de rivalidade, fortalecida pela televisão na época.
  • Hoje, apesar da pauta de sororidade, o suficiente ainda alimenta a rivalidade: engajamento nas redes, interesse da mídia e ganhos com conflitos.
  • Motivos destacados incluem o algoritmo de engajamento, a manutenção do status quo com desigualdades, e a cultura de comparação que incentiva desavenças entre mulheres.
  • O trio decidiu mudar o rumo ao reconhecer que alianças oferecem exemplo mais poderoso, mostrando que o sucesso de uma não impede o da outra.

Desde a década de 1990, Angélica relembra a suposta rivalidade entre ela, Xuxa Meneghel e Eliana e questiona como a competição entre mulheres foi alimentada pela mídia. A reflexão surgiu em meio a relatos antigos sobre o que parecia ser uma disputa entre apresentadoras infantis.

A jornalista Angélica conta que a pressão externa criou uma narrativa de confronto entre as três, que parecia reforçada por interesses comerciais. Ela afirma que esse funcionamento atingiu as próprias protagonistas e moldou a percepção do público à época.

O que sustenta a rivalidade hoje

O panorama atual mostra que a competição entre mulheres ainda é explorada por algoritmos e pela cultura de redes sociais, que promovem desentendimentos para gerar engajamento. O objetivo é vender conteúdos de forma rápida.

Especialistas destacam que a rivalidade desvia atenção de questões estruturais, como desigualdade salarial e representatividade feminina, mantendo o foco em disputas entre figuras públicas e não em mudanças concretas.

A cultura de comparação se mantém desde a infância e se repete na vida adulta, alimentando a ideia de que o sucesso de uma mulher ameaça outra e não inspira, o que dificulta alianças e parcerias.

Mudança de abordagem e novos exemplos

O peso da narrativa começou a mudar quando as próprias apresentadoras passaram a coordenar a própria história junto ao público. O encontro histórico no palco do Criança Esperança é apontado como marco dessa virada.

A partir desse momento, Angélica afirma que as meninas passaram a ver as próprias ídolas como referências, sem a necessidade de rivalidade. O objetivo é promover empatia e colaboração entre mulheres.

O relato ressalta que, embora a competição exista, é possível valorizar trajetórias diversas sem transformar uma em obstáculo da outra. Assim, o foco passa a ser o alcance comum de sucesso.

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