- Bia Borinn, atriz do Distrito Federal, apresentou em Los Angeles os monólogos Marilyn Times e Carmen Miranda, com foco em visões latino-americanas sobre as figuras Norma Jeane/Marilyn Monroe e Carmen Miranda.
- Em Marilyn Times, a atriz encena três vozes — Norma Jeane, Marilyn Monroe e ela mesma — para explorar criação, sobrevivência e visibilidade fora de casa.
- Em Carmen Miranda: The queen of samba, no Casa Ipanema, Bia narra a trajetória da artista desde a infância até a ascensão em Hollywood, em 22 números musicais.
- A dupla encenação busca oferecer uma releitura histórica e ir além do estereótipo do chapéu de frutas, destacando a importância de Carmen e Marilyn no contexto americano.
- Além do teatro, Bia atua em audiovisual nos Estados Unidos e participa de grupos de defesa de direitos, como o Comitê da Primeira Emenda e Latinas Acting Up, com planos de retornar ao Brasil quando houver convite.
Bia Borinn, atriz do Distrito Federal, leva a brasilidade aos palcos e à tela nos Estados Unidos. A artista apresenta em Los Angeles dois projetos que conectam Marilyn Monroe e Carmen Miranda a uma visão latino-americana das próprias trajetórias. A estreia ocorreu em maio, dentro de uma mostra de solos.
No monólogo Marilyn Times, com texto de Sergio Roveri e direção de Chica Barbosa, Bia encena três vozes: Norma Jeane, Marilyn Monroe e a própria Bia. A performance questiona o mito da loira fatal e analisa o processo de criação, sobrevivência e visibilidade longe de casa.
Paralelamente, em uma residência artística no restaurante Casa Ipanema, no Biltmore Hotel, ocorreu Carmen Miranda: The queen of samba. O espetáculo em formato Teatro de Revista traz a trajetória da artista desde a infância no Brasil até a ascensão em Hollywood, com 22 números musicais.
Conexões entre Marilyn e Carmen
A ligação entre as duas figuras inspira a abordagem de Bia. Desde 2017, quando mudou para os EUA após passagem por Nova York, a atriz busca entender as similaridades entre Marilyn e Carmen, ambas símbolos de sucesso e vulnerabilidade no cinema e na indústria musical. O objetivo é resgatar as vidas além dos estereótipos.
Marilyn Times questiona o mito pelo olhar de artistas latino-americanos fora do poder que o criou. Em Carmen Miranda, a proposta é ampliar a visão da figura além do chapéu de frutas, destacando a relevância econômica e cultural da artista nos Estados Unidos, incluindo a conquista da Calçada da Fama.
Bia Borinn destacou que as duas referências ilustram trajetórias marcadas por sucesso e pressões da indústria. Ela aponta recorrentes temas de bem-sucedidas que enfrentaram limites impostos pela estrutura de Hollywood e pelos sonhos não realizados. A leitura enfatiza a busca pela autonomia artística.
Trajetória e atuação nos EUA
Nascida em Brasília, criada em São Paulo, Bia mantém vínculo com a cidade e com projetos que já ocorreram no CCBB. No audiovisual americano, integra o elenco de Tudo é Justo na Disney+ e participou de I love LA na HBO Max, ampliando a atuação para o streaming.
A atriz também integra o Comitê da Primeira Emenda, sob liderança de Jane Fonda, e o coletivo Latinas Acting Up, voltado a ampliar a participação de mulheres latinas na arte. O contexto atual nos EUA é visto como desafiador para artistas imigrantes que enfrentam políticas de imigração mais restritivas.
Mesmo diante de obstáculos, Bia mantém agenda intensa em Los Angeles e revela o desejo de retornar ao Brasil quando surgir um convite relevante. A produção de projetos de alto nível continua como prioridade na sua atuação e presença cênica.
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