- Leilão de Diane Keaton na Bonhams, em Nova York, reuniu itens pessoais, incluindo o roteiro original de Annie Hall, vendido por $394.000, bem acima da estimativa de $2.000.
- A primeira de quatro leilões de itens da atriz somou cerca de $1,2 milhão, com 47 dos 50 lots vendidos acima da estimativa.
- Itens inusitados atraíram lances altos: chapéu preto de feltro foi vendido por $5.888; seis lenços marrom de bolinhas foram a $6.144; e uma caixa de alfinetes de cabelo, alfinetes de segurança e cortadores de unhas rendeu $960.
- O mercado de itens pessoais de celebridades falecidas, conhecido como “deleb”, vem crescendo, com acréscimos significativos e maior interesse de fãs e colecionadores.
- Casas de leilão especializadas em celebridades, como Julien’s Auctions e Heritage Auctions, dizem que compradores estão mais jovens, muitas vezes também sendo celebridades, e que esse segmento é cada vez mais lucrativo.
Diane Keaton teve itens pessoais leiloados pela Bonhams, em Nova York, no início desta semana. Entre objetos, figuram chapéus, cachecóis e itens do dia a dia, incluindo uma caixinha com alfinetes e cortadores de unhas. O lance inicial revela o tamanho do interesse do público.
O lance principal veio com o roteiro original de Annie Hall, que atingiu 394 mil dólares, muito acima da estimativa de 2 mil. O conjunto de itens da atriz gerou cerca de 1,2 milhão de dólares na primeira leva de pujas, com a maioria das peças superando as estimativas.
Dentre as peças, destaque para chapéus, como um modelo cup black felt, que foi vendido por mais de 5,8 mil dólares, e para um grupo de seis echarpes marrom-pontos, vendido por mais de 6 mil dólares. Um conjunto de alfinetes de cabelo e cortadores de unhas arrecadou 960 dólares.
A corretora responsável aponta que fãs de celebridades com legados pessoais fortes costumam pagar valores acima da média por itens associados, valorizando a relação emocional com a personalidade retratada. O mercado de itens de famosos mortos cresce, dizem especialistas.
A Bonhams tem atuação constante nesse segmento, já vendendo coleções de outras estrelas como Gene Hackman e Ruth Bader Ginsburg. A casa afirma que esse tipo de item representa uma fatia expressiva do volume de negócios, com aumento anual consistente desde 2022.
Especialistas destacam que o interesse por objetos pessoais de estrelas tende a atrair compradores mais jovens, muitas vezes celebridades que buscam itens com significado sentimental ou histórico, além de potencial investimento.
Os leilões de bens de famosos, conhecidos pelo público como o mercado “deleb” (dead celebrity), incentivam empresas a investir em relações com famílias e assessoria especializada, para aumentar a taxa de aproveitamento das propriedades.
O leiloeiro Julien’s Auctions, por sua vez, lembra que o setor exige cuidadosa curadoria de itens pessoais, pois o valor emocional pode superar o valor mercadológico. A prática indica um ecossistema robusto de casas especializadas e consultorias.
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