- Entrevista com David Hockney em Malibu aborda sua visão sobre a arte contemporânea, incluindo a obra Wagner Drive, que mistura música e direção de um carro iconicamente equipado.
- O artista defende a subversão da arte por meio de mídias não tradicionais, como impressões a laser e xerox, que permitem levar obras a qualquer parede sem depender de galerias.
- Em dezembro, a Galeria André Emmerich, de Nova York, exibirá novas pinturas de grandes dimensões e impressões a laser; em janeiro, cenários para a ópera A Flauta mágica, no Metropolitan Opera.
- Hockney fala sobre o papel da fotografia, dizendo ter perdido o interesse e debatendo a veracidade das imagens na era digital, além de comentar como o som influencia sua percepção espacial.
- O artista discute relacionamentos e orientação sexual, destacando o significado de parcerias estáveis e a vida na Califórnia, mantendo uma visão pragmática sobre carreira, riqueza e produção artística.
David Hockney é o tema da entrevista da Rolling Stone Brasil, realizada na casa do artista em Malibu, Califórnia. O encontro, ocorrido na tarde de um dia ensolarado, abriu caminho para uma conversa sobre carreira, técnicas e a visão de mundo doreffremente conhecido pintor britânico.
Durante a conversa, o artista levou o entrevistador a uma experiência incomum: dirigiu um Mercedes vermelha conversível pela Pacific Coast Highway, com o som de alto-falantes a acompanhar a trilha musical escolhida para o momento. O episódio funcionou como contexto para temas que ele costuma explorar em sua obra: inovação, mediação entre técnica e público e a relação entre arte tradicional e novos formatos.
Hockney é apresentado como uma figura central da arte moderna, cuja relevância é reconhecida, mas alvo de debates sobre o que constitui o status de um grande artista. O texto ressalta a dualidade entre a popularidade de suas imagens — vistas como coloridas e acessíveis — e a construção de sua reputação dentro da história da arte.
O material também aborda a trajetória de uso de mídias variadas pelo artista, incluindo colagens com Polaroid, impressões a laser e trabalhos em cenários para ópera. Além da pintura tradicional, a entrevista trata de projetos recentes e futuras exposições, além de encomendadas cenografias para produções de óperas em Nova York, São Francisco e Chicago.
Obra, técnica e transição tecnológica
O artigo descreve a prática de Hockney de trabalhar com formatos que vão além da tela, destacando a permanência de seu interesse por experimentação técnica. O artista comenta a possibilidade de usar impressões a laser como meio de disseminação, a função de obras que podem ser enviadas a qualquer lugar e a acessibilidade de suas criações.
Vida pessoal e visão de mundo
A entrevista aborda a vida pessoal de Hockney, incluindo relacionamentos e o modo como encara a sexualidade, com tom tranquilo e sem julgamentos. O artista comenta sua percepção sobre relacionamentos duradouros, especialmente entre artistas, e como a vida pessoal se entrelaça com o trabalho criativo.
Perspectivas atuais
Hockney fala sobre o que o inspira no momento, a distância que mantém da agitação da arte contemporânea e a curiosidade contínua por novas formas de expressão. O texto também aborda a percepção sobre a fotografia e a veracidade das imagens, tema que ele considera sujeita a mudanças com o avanço da tecnologia.
David Hockney comenta, ainda, que a audição em retrocesso influencia a prática artística, mas não impede a produção. Ele reflete sobre como a percepção sensorial afeta a pintura e a relação entre som, espaço e imagem na construção de cenas íntimas.
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