- Antonio Fagundes, 77 anos, voltou às novelas em Quem Ama Cuida após sete anos longe da Globo; fez uma participação-relâmpago e promete deixar um rastro de suspense.
- Sobre a nova geração, ele diz que levará de dez a quinze anos para que os veteranos atinjam o pique necessário; afirma que é natural o público reclamar e que a TV exige conhecimento que não se adquire rapidamente.
- O ator acredita no potencial dos jovens, mas ressalta que falta cancha, tempo de trabalho e constância para aprimorar a arte; mesmo os experientes perdem embocadura quando ficam sem fazer novela por tempo.
- Fagundes destaca o teatro como base da carreira, mantendo a prática constante por sessenta anos; afirma que quem se exercita no palco está pronto para qualquer veículo.
- Em cartaz em São Paulo com a peça Sete Minutos, ele comenta que o público atual tem defasagem de atenção, e que o título remete ao tempo de atenção disponível; admite que, se reformulasse hoje, trocaria para Sete Segundos. Também defende o papel da TV aberta frente ao streaming.
Antonio Fagundes voltou às novelas em Quem Ama Cuida após sete anos longe da Globo. A participação foi descrita pelo ator como experiência-relâmpago, com ele já “morando” na trama apenas por momentos, mas capaz de deixar traços de suspense até o desfecho da história.
O veterano de 77 anos comentou sobre a presença de nomes consagrados na nova novela das 9, como Tony Ramos. Ele reconhece que há críticas sobre a renovação do elenco, mas ressalta que o público pode levar anos para acompanhar a nova geração com o mesmo ritmo de preparação exigido pela televisão.
Fagundes acredita no potencial da nova geração de atores, desde que eles recebam tempo, trabalho e constância. Segundo ele, a experiência contínua ajuda a manter a qualidade da artinha, mesmo para quem já tem muito tempo de profissão. O ator destaca que, mesmo entre veteranos, pausas na atuação impactam a percepção da técnica.
Para ele, o teatro continua sendo a base do ofício. Em sessenta anos de carreira, o palco permanece constante, ao contrário de televisão e cinema. A prática teatral, afirma, prepara o intérprete para atuar em qualquer veículo.
Atualmente em cartaz em São Paulo com a peça Sete Minutos, escrita por ele, Fagundes analisa o tema da peça, que aborda a paciência do público diante de celulares acesos no teatro. O ator observou que o problema de distração não é novo, apenas que hoje tende a ser mais evidente.
Sobre o papel da TV frente ao streaming, o artista sustenta que o canal aberto ainda tem força para reunir audiências e promover debates entre fãs no dia seguinte ao episódio. Acredita que esse dinamismo é exclusivo da televisão, mesmo diante da consolidação do streaming. Fonte consultada: VEJA, edição de junho de 2026.
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