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Bailarina revela que o balé é a sua vida

Da favela do Rio ao Australian Ballet, Davi Ramos é o primeiro bailarino brasileiro e negro a ocupar posição de destaque na companhia

Davi Ramos
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  • Davi Ramos, 25 anos, morador da favela Santa Marta, tornou-se o primeiro bailarino brasileiro e negro a integrar o Australian Ballet.
  • A trajetória começou aos 12 anos, quando descobriu o balé após uma observação da professora de capoeira e fez uma semana de teste gratuita que o convenceu a seguir na dança.
  • O apoio da diretora da escola e de sua professora Lorena Boaventura foi crucial, com participações em concursos nacionais e internacionais que o levaram ao Prix de Lausanne, na Suíça, onde ganhou bolsa para estudar na Royal Ballet School, em Londres.
  • Atuou como primeiro solista no Balé Nacional Holandês e, aos 19 anos, já recebia papéis principais, consolidando a carreira internacional.
  • Três anos depois, foi promovido a primeiro bailarino no Australian Ballet após apresentações de Romeu e Julieta na Sydney Opera House, tornando-se também o primeiro negro em posição de destaque na companhia.

Davi Ramos, 25 anos, levou de forma surpreendente uma brincadeira de criança ao protagonismo no balé internacional. Nascido na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, ele se tornou o primeiro bailarino brasileiro e negro a integrar o Australian Ballet.

A trajetória começou aos 12 anos, quando uma instrutora de capoeira mencionou que uma determinada posição parecia bailado. A partir dali, a família buscou uma escola de dança perto de casa, e o talento foi reconhecido em uma semana de aula gratuita. O caminho ganhou foco ao longo dos anos.

Envolveu-se com treinamentos diários, deixou o vôlei e o basquete de lado para esculpir a musculatura exigida pela dança. A professora Lorena Boaventura foi determinante, inscrevendo-o em concursos nacionais e internacionais que acentuaram seu destaque.

Jornada internacional

O Prix de Lausanne, na Suíça, serviu como divisor de águas, resultando em uma bolsa para estudar na Royal Ballet School, em Londres, aos 16 anos. Três anos na Inglaterra ajudaram a moldar o coreógrafo em formação e ampliar horizontes.

Após passagem pelo Balé Nacional Holandês como primeiro solista, aos 19 anos já recebia papéis principais. Em busca de novos ventos, escreveu para o Australian Ballet, onde foi promovido a primeiro bailarino após apresentações em Sydney.

Conquista no Australian Ballet

A promoção ocorreu após a encenação de Romeu e Julieta na Sydney Opera House. O anúncio foi recebido com entusiasmo entre colegas e mentores, segundo relatos da época. Ramos celebrou junto da professora Lorena Boaventura, que o acompanhou desde o começo.

Hoje, Ramos destaca a responsabilidade de ser o primeiro brasileiro e o primeiro homem negro em posição de destaque no elenco. Ele pretende servir de referência para mais jovens enxergarem a dança como opção viável.

O bailarino afirma que o balé foi transformador em sua vida, abrindo portas que pareciam inalcançáveis. A história dele é apresentada como exemplo de talento, disciplina e perseverança no cenário artístico internacional.

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