- Gabi Melim revelou que a rotina pesada de shows e compromissos quase desencadeou paralisia facial, depressão e distúrbios alimentares em 2020.
- A cantora afirmou que a banda chegava a realizar em média vinte e cinco apresentações por mês, além de televisão, publicidade e entrevistas.
- A paralisia de Bell ocorreu duas vezes, associada ao estresse, ansiedade e excesso de trabalho; segundo ela, não foi causada por vírus.
- A condição provoca fraqueza de um lado do rosto, com dificuldade para fechar o olho, sorrir, piscar e falar, podendo piorar em até quarenta e oito horas.
- O tratamento envolve corticosteroides, proteção ocular, fisioterapia motora facial, controle do estresse e repouso, com diagnóstico precoce valorizado para a recuperação.
Gabi Melim abriu-se sobre a pressão da carreira para a Quem, em entrevista publicada recentemente. A cantora de 31 anos descreveu a rotina de shows intensos e compromissos em grande quantidade como gatilho para problemas de saúde. Ela não detalha datas, mas narra o impacto do ritmo acelerado em sua vida.
Segundo ela, a agenda da banda envolvia média de 25 apresentações por mês, além de televisão, publicidade e entrevistas. Esse cansaço levou a queda da imunidade, distúrbios emocionais e alterações na alimentação. A artista afirma ter enfrentado episódios de depressão e estresse extremo.
A revelação também aborda falhas de recuperação, com relatos de paralisia do nervo facial em duas ocasiões. Ela explica que, segundo seu relato, não houve etiologia viral, apenas estresse, ansiedade e excesso de trabalho. O depoimento funciona como alerta sobre autocuidado na indústria.
O que é a Paralisia de Bell
A Paralisia de Bell é uma condição neurológica que causa fraqueza súbita de um lado do rosto. O nervo facial fica inflamado ou pressionado, comprometendo movimentos expressivos.
Em geral, a fraqueza é temporária, com recuperação parcial ou total ao longo de semanas ou meses. A condição pode parecer semelhante a um AVC, mas atinge apenas o nervo periférico facial.
Sintomas e impacto diário
Os principais sinais aparecem até 48 horas após o início, incluindo dificuldade para fechar o olho e irritação ocular. Sorrir, franzir a testa e piscar passam a ser desafiadores, e a fala pode ser afetada.
A boca tende a inclinar-se, o que pode provocar salivação involuntária. Também podem ocorrer dor próxima à orelha, alterações no paladar e sensibilidade a sons. Esses impactos alteram atividades diárias.
Fatores de risco e estresse
Esgotamento prolongado e imunidade baixa costumam favorecer a condição. Embora vírus como herpes virus possam contribuir, o estresse crônico é apontado como gatilho relevante, que eleva cortisol e inflama processos inflamatórios.
Pacientes com diabetes e mulheres no terceiro trimestre de gestação têm maior risco, conforme fatores preexistentes. Condições hormonais também aparecem entre os integrantes do grupo de risco.
Diagnóstico e tratamento
A detecção precoce facilita a recuperação. Médicos costumam prescrever corticosteroides para reduzir edema neural. Lubrificação ocular com colírio e proteção noturna com tampões ajudam a preservar a visão.
A reabilitação inclui fisioterapia motora facial para estimular musculatura e evitar atrofia. Além disso, manejo do estresse, terapia e repouso reforçam a recuperação e reduzem recidivas.
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