- Carla Marins, 57 anos, encerrou o papel de Xênica em Três Graças, marcando seu retorno às novelas da Globo após doze anos longe das tramas inéditas.
- Aos 55, ela decidiu parar de beber álcool, e aponta terapia e meditação como parte de uma transformação interna.
- A maternidade, vivida aos 40, é apontada pela atriz como a grande virada, trazendo crescimento, profundidade e maior conexão consigo mesma.
- Marins sustenta que ainda existe etarismo na televisão e que Três Graças comprova a necessidade de diversidade de gerações e de ver pessoas maduras na tela.
- Ela destaca a parceria com Aguinaldo Silva e Túlio Starling, e define novela como obra aberta e maratona, com o público como participante.
Carla Marins, aos 57 anos, encerrou o atual ciclo em Três Graças ao sair de Xênica, a relações-públicas da Fundação Ferette. A decisão aconteceu semanas antes de completar o aniversário e marca o retorno da atriz às novelas da Globo após doze anos longe das novelas inéditas.
Em entrevista à Vogue Brasil, a atriz não vê o intervalo como ausência, mas como tempo de obra. Ela aponta que o retorno reacendeu a paixão pela televisão e proporcionou novo entendimento sobre o ofício. A maternidade, vivida aos 40, é citada como a virada mais contundente em sua trajetória.
Aos 55 anos, Carla iniciou um processo de autoconhecimento com terapia e meditação, incluindo a decisão de abandonar o consumo de álcool. Ela afirma que esse passo trouxe maior conexão consigo mesma e aceitação de escolhas pessoais, além de reforçar o foco em bem-estar e energia para o futuro.
Casada desde 2006 com um personal trainer, a atriz mantém rotina de atividades físicas, mas prioriza o que o corpo permite. Para Carla, a meia-idade não é sobre aparência, e sim sobre escolhas que permanecem no tempo: energia, vitalidade e qualidade de vida.
Etarismo e representatividade
Carla afirma que a televisão ainda demora a colocar mulheres maduras no centro das histórias. Ela celebra o sucesso de Três Graças, mas reconhece a necessidade de diversidade de gerações e de representatividade para o público, que é amplo e diverso.
Ela relembra o retorno aos estúdios como um marco de reconexão com o ofício, apontando que novelas funcionam como obra aberta. A atriz destaca a parceria com Aguinaldo Silva e Luiz Henrique Rios, além da relação com o elenco, como fatores decisivos para o desenvolvimento dos personagens.
Entre as lembranças da carreira, Carla cita a parceria com Túlio Starling, que interpretou seu filho. Ela afirma ter apreciado o vínculo materno solo e a construção das cenas, considerando a dinâmica da novela essencial para o andamento da história.
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