- Kyle Sandilands chegou a um acordo com a ARN Media para encerrar a ação judicial, recebendo AU$ 12,09 milhões em indenização em dinheiro e AU$ 1,5 milhão em publicidade em plataformas da empresa ao longo de três anos.
- Sandilands foi demitido do programa matinal Kyle and Jackie O Show, da KIIS FM, em março, após uma discussão ao vivo com a co-apresentadora Jackie Henderson, que o acusou de bullying.
- Henderson também move processo contra a ARN por rescisão indevida; a empresa afirma ter havido má conduta grave de Sandilands e diz que o acordo resolve todas as ações e contrarrazões.
- Como parte do pacto, Sandilands não poderá trabalhar para concorrentes da ARN até março do próximo ano, e a empresa ficará com 19,9% de participação em seu próximo empreendimento por três anos.
- O programa dominava as manhãs de rádio por décadas antes de ser retirado do ar após a polêmica de fevereiro; Henderson está afastada e o processo dela continua.
O shock jock australiano Kyle Sandilands acertou um acordo de AU$ 12,09 milhões para encerrar uma ação movida contra o ex-empregador, que havia rescindido seu contrato de dez anos no início deste mês. A empresa ARC Media, dona da KIIS FM, confirmou a composição do acordo, que inclui ainda AU$ 1,5 milhão em publicidade em plataformas do grupo ao longo de três anos.
Sandilands foi desligado do programa matinal de maior audiência, o Kyle and Jackie O Show, em março, após uma discussão ao vivo com a apresentadora Jackie Henderson, que o acusou de bullying. Henderson também acionou a empresa, e a ação permanece em curso.
O conflito teve origem em uma sequência de comentários de Sandilands em 20 de fevereiro, quando ele declarou que Henderson estava “off with the fairies” e não contribuía o suficiente para o trabalho, sem apresentar exemplos quando a colega pediu esclarecimentos.
Desfecho legal e condições
A ARN Media informou que o acordo resolve de forma total e final todas as reivindicações e contraprovas entre as partes. Como parte do acordo, Sandilands fica impedido de trabalhar para concorrentes da ARN até março do próximo ano.
A empresa acrescentou que Sandilands busca oportunidades independentes na mídia e que ficará com 19,9% de participação do próximo empreendimento em três anos. Henderson também moveu ação contra a ARN pela rescisão do contrato de US$ 100 milhões, e não há confirmação de conclusão desse processo.
Henderson, que trabalhou com Sandilands por cerca de 27 anos, entrou em licença após o incidente e a emissora informou que ela comunicou não conseguir continuar trabalhando ao lado do colega, levando a suspensão do programa. Sandilands admitiu ter feito um pedido de desculpas, mas revelou dificuldades para contatar a equipe após a briga.
A ruptura ocorreu em meio a críticas de que os contratos caros dos apresentadores tornavam a operação dispendiosa para o grupo, contribuindo para um processo de ajustes internos no OTT e no rádio local. Analistas apontam ainda que a tentativa de expandir o programa para Melbourne pode ter influenciado a decisão.
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