- Billy Porter retornou aos palcos na estreia da nova montagem de La Cage Aux Folles, em cartaz no New York City Center, produção do Encores!.
- Na peça, Porter vive Albin, ao lado de Wayne Brady, que interpreta Georges; a encenação é dirigida por Robert O’Hara e fica em cartaz até 28 de junho.
- O retorno ocorre meses depois de sua grave crise de saúde em 2025, quando enfrentou sepse causada por infecção de uma pedra nos rins.
- Durante o tratamento, Porter precisou de ECMO e chegou a ficar em coma, desenvolvendo ainda síndrome compartimental em uma das pernas.
- O ator afirmou que dedica-se a papéis que sempre desejou interpretar e destacou a recuperação como motivo de celebração e gratidão pela vida.
Billy Porter voltou aos palcos na estreia da nova montagem de La Cage Aux Folles, em Nova York, na quarta-feira (17.06). O astro vencedor de Emmy, Grammy e Tony subiu ao palco do New York City Center, em apresentação da produção do Encores!, meses após enfrentar uma grave sepse que quase o levou. A apresentação ocorreu sem relatos de incidentes graves, com público e elenco aplaudindo de pé.
Porter interpretou Albin, um dos papéis centrais, em um elenco que também tem Wayne Brady no papel de Georges. A temporada ficará em cartaz até 28 de junho, marcando o retorno do artista aos palcos após o período de recuperação, iniciado no ano passado.
A trajetória de Porter inclui uma doença severa causada por uma infecção urinária ligada a uma pedra nos rins. Ele precisou deixar Cabaret at the Kit Kat Club, onde atuava, para tratamento. Em relatos recentes, ele descreveu a gravidade da sepse e os procedimentos de emergência que enfrentou.
Retorno aos palcos e superação
Durante a estreia, Porter mostrou a energia e a presença de palco que marcaram sua carreira, destacando a força da recuperação que enfrentou. O momento foi visto como uma celebração da vida e de uma decisão de retornar ao teatro após meses de tratamento intenso.
A crise exigiu suporte médico avançado, incluindo o uso de uma máquina ECMO para manter funções vitais. Em situação de coma, o ator também teve complicações como síndrome compartimental na perna, que demandou intervenções emergenciais. Porter descreveu os dias como um período de milagre.
Contexto da produção
La Cage Aux Folles é baseada na peça francesa de 1973, cuja história acompanha Albin e Georges, donos de um cabaré em Saint-Tropez. O enredo se complica com o noivado do filho do casal a uma jovem de família conservadora. A montagem de 2024 imita o formato original com canções de Jerry Herman e libreto de Harvey Fierstein.
A obra estreou na Broadway em 1983 e acumulou seis Tonys, incluindo Melhor Musical. Entre as canções emblemáticas estão The Best of Times, Song on the Sand e I Am What I Am, hino do musical.
Porter afirmou, antes da estreia, que o papel de Albin era um sonho antigo. Em entrevistas, ele ressaltou a importância de uma montagem que celebra a alegria negra e queer, destacando o significado social do projeto. A parceria com Wayne Brady também foi comentada, elogiando o talento do colega.
Além de La Cage Aux Folles, Porter tem participação no filme Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita e em um novo podcast com Phoebe Robinson e Leslie Jones. O artista afirmou que a experiência de quase ter perdido a vida trouxe uma nova perspectiva e gratidão pela vida.
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