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Jorge Dorsinville entrevista diretor brasileiro de movimento em alcance global

Jorge Dorsinville, diretor criativo de movimento, cria narrativas corporais para a exposição “Futbol 2026” de Annie Leibovitz, impulsionando carreira internacional

Imagem de Annie Leibovitz para a exposição 'Futbol 2026', com direção de movimento de Jorge — Foto: Annie Leibovitz/Divulgação
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  • Jorge Dorsinville, baiano de 39 anos, vive em Nova York há 15 anos e atua como diretor criativo de movimento, transformando expressões do corpo em comunicação e imagens, incluindo a exposição Futbol 2026 fotografada por Annie Leibovitz no México.
  • Seu método, chamado body telling, cria conceitos de movimento adaptados a cada artista e marca, indo além da direção de movimento tradicional e dando sentido à história desde o planejamento até a execução.
  • A carreira começou em Nova York como assistente de produção, após enfrentar preconceitos em Salvador. O trabalho integra teatro, dança e cenografia, conectando linguagem corporal a narrativa visual.
  • Participou da colaboração de Stella McCartney com a H&M, inspirando-se em Soul Train e Studio 54, e dirigiu movimentos em campanhas; a equipe fotografou a Copa do Mundo em três países, resultando em livro e exposição.
  • Suas referências vão de Isadora Duncan a Merce Cunningham, passando por danças africanas, asiáticas e capoeira; pretende criar uma escola ou curso sobre a profissão e soma arquitetura, escultura e psicologia ao seu olhar sobre movimento.

Jorge Dorsinville, criativo de movimento brasileiro radicado em Nova York, revelou em entrevista como a dança molda sua carreira. Aos 39 anos, divide a vida entre Salvador e o exterior, casado com um canadense e pai de uma filha. Sua trajetória ganhou destaque na exposição Futbol 2026, em parceria com Annie Leibovitz.

A conversa ocorreu dias antes do desfile que celebrou a colaboração entre Stella McCartney e a H&M, pela qual Jorge assina a direção de movimento. As fotos foram registradas em três países da Copa e trasformadas em livro e exposição no México.

Nascido em Cosme de Farias, Salvador, Jorge enfrentou preconceitos e bullying. Formou-se em dança na Bahia, atuou com Daniela Mercury e Elba Ramalho, e mudou-se para NY há 15 anos, inicialmente como assistente de produção. Hoje dirige o movimento em cenas e campanhas.

Trajetória

No dia a dia, ele observa o corpo antes de qualquer foto ou filmagem para traduzir essência em movimento. Em vez de dirigir apenas o movimento, atua como criativo de movimento, definindo linguagem corporal e concepção de história.

Método body telling

O método desenvolvido, chamado body telling, trabalha a narrativa corporal para cada artista, marca e projeto. Além da direção de movimento, o foco é conceber formatos e atmosferas que potencializam a comunicação do conteúdo.

Referências e influências

As referências incluem Isadora Duncan, Merce Cunningham, Alvin Ailey e danças africanas, asiáticas e o capricho brasileiro da capoeira. A arquefada combinação balé, ritmo e estilo guia as escolhas de Jorge.

Futuro e atuação profissional

Entre projetos, ele planeja abrir uma escola ou curso para a profissão emergente. O objetivo é formalizar técnicas de expressão corporal como ferramenta de comunicação em moda, publicidade e arte performática.

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