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Frank Bowling comenta prazer culposo com uísque de 16 anos, orientação médica

Frank Bowling, aos 92, enfatiza a ordem na pintura e o medo da pobreza, em entrevista sobre a mostra Seeking the Sublime no Fitzwilliam Museum

Frank Bowling: ‘How would you like to be remembered? As a nice old man.’ Photograph: Frederik Bowling at Frank Bowling/courtesy of Frank Bowling Archive
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  • Frank Bowling, natural da Guiana britânica, tem 92 anos e vive em Londres; estudou na Royal College of Art e, em 1962, ganhou a medalha de prata em pintura.
  • Em 1966 mudou-se para Nova York, ganhou bolsa Guggenheim e exibiu pinturas “map paintings” no Whitney Museum em 1971; em 2005 tornou-se o primeiro artista negro eleito Royal Academician.
  • A retrospectiva de Bowling no Tate Britain ocorreu em 2019; sua exposição Seeking the Sublime fica no Fitzwilliam Museum, em Cambridge, até janeiro de 2027.
  • Em entrevista, ele diz estar mais feliz quando as pessoas passam a entender o que ele busca na pintura; teme ficar pobre e admite humildade quanto ao consumo de álcool.
  • Entre curiosidades, ele recorda vestir-se de pudim de Natal em um baile na Chelsea Arts Club; afirma que prefere manter ordem e sonha em continuar ampliando suas grandes obras.

Frank Bowling, 92 anos, é hoje destaque no Reino Unido com a exposição Seeking the Sublime no Fitzwilliam Museum, em Cambridge, em cartaz até janeiro de 2027. O artista britânico-ganês desenvolve desde os anos 1960 uma trajetória marcada por inovações na pintura e reconhecimento internacional.

Nascido na Guiana Britânica, Bowling mudou-se para o Reino Unido aos 19 anos e cumpriu serviço militar na RAF. Em 1962 formou-se na Royal College of Art, recebendo a medalha de prata em pintura. Em 1966 mudou-se para Nova York e ganhou uma bolsa Guggenheim, expondo mapas pintados no Whitney em 1971.

Em 2005 tornou-se o primeiro artista negro a ser eleito Royal Academician, e a retrospectiva de Tate Britain ocorreu em 2019. Sua obra sequestra a ideia de paisagem e espaço, com uma visão que transita entre mapa e abstração.

Trajetória e carreira

A carreira de Bowling inclui marcos como a estreia no circuito britânico de arte contemporânea e mostras internacionais. O artista também ficou conhecido por representar o ambiente da pintura como prática de pesquisa, com obras que exploram o limite entre mapa, território e cor.

A exposição em Cambridge reúne obras recentes e históricas, reforçando a presença contínua de Bowling no cenário artístico atual. A mostra oferece uma leitura sobre a busca pelo sublime, tema central de seu trabalho em grande escala.

Vida pessoal e reflexões

Entre aspectos pessoais, Bowling revela uma busca por ordem e rotina na produção artística. Em entrevistas, o artista descreve limites da bebida, lembrando o consumo de uísque Lagavulin 16 anos, considerado por ele como prazer culposo.

Sobre momentos marcantes, ele lembra uma saída de Ano Novo aos anos 1950, quando compareceu ao Chelsea Arts Club trajando-se de pudim de Natal, com detalhes cômicos que ilustram seu estilo de vida e autoironia. Também cita o orgulho pela obra, pela técnica e pela capacidade de seguir criando.

O músico Billy Eckstine, caso pudesse, seria uma escolha para trazer de volta à vida, segundo Bowling, que também aponta o desejo de ampliar grandes pinturas, como fizera com Into the Blue, ao acrescentar elementos de asa para ampliar a composição.

Aos 92 anos, Bowling mantém o objetivo de continuar produzindo, com foco no que a pintura pode ainda revelar. Ao falar sobre o legado, ele vê como conquista fundamental a própria forma de pintar e a permanência da prática criativa.

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