- Oprah Winfrey recebeu o LionHeart Award 2026, no Cannes Lions, após aceitar participar do evento; a entrevista foi com o chairman do festival, Philip Thomas.
- A executiva foi nomeada pela Forbes como “Forbes’ Greatest Living Self-Made American” e atingiu a pontuação máxima histórica Self-Made Score 10.
- Revelou que rejeitou o conceito de “marca” entre 1986 e 1989, mas hoje afirma que é uma marca e que o coração é sua marca.
- Descreveu a reformulação da governança da Harpo Productions, incluindo avaliação de intenção antes de qualquer projeto e reuniões de pré- e pós-produção para checar o cumprimento do objetivo.
- Citou casos práticos, como a entrevista com Whitney Houston e a participação de uma mãe após o assassinato da filha, ressaltando que o propósito protege a operação e que filantropia reproduz mobilidade social.
Oprah Winfrey, uma das maiores personalidades self-made dos EUA, compareceu ao Cannes Lions 2026 para receber o LionHeart Award no teatro Lumière, no Palais des Festivals. A honraria reconhece líderes globais que usam sua influência para causas sociais. Winfrey aceitou o convite após anos de recusa e participou de entrevista com o chairman do festival, Philip Thomas.
A executiva também recebeu o título de Forbes como a maior americana viva de inspiração self-made e atingiu a pontuação máxima no Self-Made Score, indicador da adversidade superada para construir um império a partir do zero. A conversa abordou construção de marcas globais, governança e propósito como ativo estratégico.
Rejeição inicial de conceito de marca
Winfrey revelou que, entre 1986 e 1989, rejeitou a ideia de ser uma marca, acreditando que esse rótulo desviava do seu propósito de serviço. A mudança ocorreu ao reconhecer que alinhamento entre propósito e execução gera sustentabilidade e valor de longo prazo. Ela passou a enxergar a própria identidade como marca central.
A apresentadora descreveu como estruturou plataformas de mídia e produtos com base nessa percepção, fortalecendo vínculos com o público por meio de critérios que vão além de métricas tradicionais de exposição.
Governança interna e intencionalidade
A entrevista destacou a transformação da Harpo Productions, que passou a adotar avaliação prévia de intenção antes de cada projeto. Reuniões de pré-produção definem o objetivo, enquanto encontros pós-programa verificam o alcance da finalidade. O processo procura evitar decisões puramente comerciais.
Casos práticos ilustraram a proteção de projetos pela consistência entre propósito e conteúdo, incluindo episódios envolvendo temas sensíveis e a preservação da dignidade dos participantes.
Perspectiva sobre o público e a fidelização
Winfrey comentou que, após cada programa, líderes, investidores e o público avaliam se a experiência foi significativa e se houve escuta efetiva. A executiva aponta que a validação autêntica do público reduz atritos com clientes e favorece a fidelização.
Ela ainda ressaltou observações sobre comportamento do consumidor, com lições extraídas de entrevistas com Barack Obama e pessoas em situação de vulnerabilidade, destacando a importância de ouvir e reconhecer o impacto das palavras.
Responsabilidade social e legado
A líder citou a construção de uma escola para meninas na África do Sul como exemplo de responsabilidade social que transcende ações de comunicação. Segundo Winfrey, o foco é interromper ciclos de pobreza e promover mobilidade social, não apenas atender a métricas de visibilidade.
A trajetória pessoal, iniciada em condições de pobreza no Mississippi, é apresentada como exemplo de governança orientada por propósito em meio a desafios operacionais e crises.
Mensagem final sobre legado e ROI
Ao encerrar a participação, Winfrey enfatizou que o retorno sobre investimento não se resume a bens tangíveis ou ao nome de um prédio, mas ao efeito gerado na vida das pessoas. O legado, segundo ela, está no impacto humano alcançado pela marca.
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