- Bette Midler relembra que já sonhava em atuar desde a adolescência no Havaí, onde assistiu a um show aos 14 anos e decidiu que queria estar na luz do palco.
- Aos 80 anos, ela acumula prêmios e uma carreira histórica; revelou que o cinema a fascinou de forma quase transcendental.
- No início dos anos setenta, aceitou apresentar-se no Continental Baths, casa de banho gay em Nova York, onde ganhou popularidade e, posteriormente, contou com Barry Manilow como líder musical.
- Criou uma parceria firme com o empresário Aaron Russo, que a ajudou a avançar na carreira, até confrontos sobre porcentagem de ganhos que resultaram na demissão dele.
- Entre inspirações, cita as comediantes Phyllis Diller e Joan Rivers, e defende princípios de justiça e gentileza para fortalecer a classe trabalhadora.
Bette Midler, atriz, cantora e comediante, relembra trajetória desde a adolescência em Hawaii até o estrelato. Em entrevista à Rolling Stone, ela compartilha aprendizados que moldaram sua carreira e sua visão de palco.
Aos 14 anos, ela foi contratada e demitida de uma peça comunitária por exagerar no talento. A lição prática foi clara: não ofuscar a estrela. A jovem decidiu então se dedicar aos holofotes.
Hoje aos 80, Midler acumula prêmios e uma carreira marcada por turnês e papéis de destaque. Ela afirma manter ligação direta entre o passado e o que é hoje, com paixão pelo cinema e pela iluminação do palco.
Início da carreira e primeira virada
A artista conta que o interesse pelo ofício nasceu ao ver um show aos 14, ao ajudar na biblioteca da escola e ganhar dois ingressos para Rodger e Hammerstein. A experiência acendeu o desejo de estar na luz.
Ela estudou drama na faculdade, migrou para Nova York e chegou à Broadway, envolvendo-se com Fiddler on the Roof. Esse caminho a impulsionou a buscar oportunidades na indústria.
Anos 70 e o marco nos palcos
No início dos anos 70, Midler aceitou se apresentar no Continental Baths, um clube de banho gay em Nova York. O cenário inusitado ajudou a consolidar sua presença como artista ousada e cativante.
Ela teve apoio de Barry Manilow, que virou seu maestro, acompanhando-a com repertório amplo e compreensão de timing cômico e dramático. A parceria elevou a aceitação do público.
Gestão de carreira e aprendizados
A artista revelou ter trabalhado com uma gerente agressiva, que a ajudou a crescer, mas pediu 50% dos lucros. Midler optou por manter controle sobre a própria agenda e finanças, rompendo a parceria quando necessário.
Ela valoriza o protagonismo feminino na comédia, citando Phyllis Diller e Joan Rivers como inspirações que a apoiaram em momentos difíceis.
Princípios que guiam a atuação
Midler destaca a importância da justiça no ambiente de trabalho, da igualdade de tratamento e de não se colocar acima dos colegas. Ela cita origem humilde familiar como base ética e social para suas escolhas.
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