- Pedro Andrade, criador das marcas Piet e P. Andrade, participa pela segunda vez da Paris Fashion Week, mantendo a presença da moda brasileira no evento.
- A coleção anterior consolidou a P. Andrade como a primeira etiqueta brasileira de moda masculina a integrar o calendário de Paris; esse feito se repetiu nesta temporada de verão.
- O curta entrevista aborda a parceria criativa com Paula Kim, sua esposa e diretora criativa, com quem divide a direção das marcas.
- A linha mantém parcerias anteriores, como Levi’s, e investe em jeans de algodão naturalmente colorido em parceria com a Natural Cotton Color, além de trabalho com bordadeiras de Caicó (Rio Grande do Norte).
- O designer discute o cenário da moda brasileira, críticas a cópias e a busca por ampliar a presença global da marca, ressaltando o cuidado com referências e identidade brasileira.
Pedro Andrade, designer paulista de 36 anos, levou as marcas Piet e P. Andrade à Paris Fashion Week, pela segunda vez, no formato de semana masculina. O desfile ocorreu em Paris, com a segunda temporada da marca criada com a esposa Paula Kim. O objetivo é expandir o alcance do design brasileiro.
A dupla atua há anos em colaboração criativa, com parceria entre Piet, de streetwear, e P. Andrade, mais conceitual. Entre as colaborações estão Levi’s, Oakley, Havaianas e Nike. Em Paris, o duo enfatiza a identidade brasileira e a inovação têxtil.
Em entrevista, Andrade destacou o desafio de retornar a Paris após o primeiro desfile em 2025 e o amadurecimento do projeto em meio a momentos familiares. O casal afirma ter aprendido a reaprender o repertório criativo para sustentar a presença internacional.
Conceito da Coleção
A coleção revisita festas brasileiras e a cultura dos bate-bolas no Rio, com participação de Rubah Ribeiro e Marcelo D2 na direção de conceito. Além disso, são estudadas subculturas ligadas à Páscoa, Carnaval e rituais pagãos, conectando festa e tragédia social.
Mantivemos tecnologia italiana e japonesa, mas incluímos manufatura brasileira. A parceria com Levi’s persiste, e a P. Andrade utiliza jeans de algodão naturalmente colorido, cultivado no sertão da Paraíba, com apoio da Natural Cotton Color.
Produção e identidade
A linha envolve oficinas de Caicó, no Rio Grande do Norte, e uso de técnicas locais. Os desfiles em Paris voltam a representar resistência da moda brasileira, segundo Andrade, que reforça o desejo de romper estereótipos e ampliar a presença global.
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