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Rita von Hunty critica capitalismo de plataforma em evento drag

Rita von Hunty critica o 'capitalismo de plataforma' e aponta jornadas sem direitos, impactos nas redes e desafio democrático entre jovens no Fest Drag 2026, em Brasília

Personagem do professor Guilherme Terreri, pesquisador em literatura e ciências sociais, a palestrante Rita von Hunty criticou as práticas atuais do que ela chamou de “capitalismo de plataforma”, termo relacionado às relações de trabalho via plataformas digitais.
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  • Rita von Hunty participou do Fest Drag 2026 no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, criticando o que chamou de “capitalismo de plataforma” diante de público de estudantes do ensino médio.
  • Ela disse que esse modelo gera jornadas sem direitos, com trabalhadores pagando para usar ferramentas e a internet, configurando uma nova classe sem perspectivas.
  • A palestrante apontou que as redes sociais reduzem espaços de reflexão e estimulam ódio, defendendo a importância de diálogo democrático, leitura aprofundada e dissenso.
  • Em entrevista, destacou o engajamento dos jovens pela democracia, mencionou violência masculina entre as gerações mais novas e sinalizou preocupação com apostas esportivas (bets) e danos à renda das classes populares.
  • A programação do evento, gratuita, segue no CCBB Brasília neste fim de semana, com apresentações de artistas como Sandra Sá, Majur e Lorena Simpson, além de outras atrações.

O CCBB de Brasília recebeu Rita von Hunty para a abertura do Fest Drag 2026. A palestrante criticou o que chamou de capitalismo de plataforma, em uma palestra para um público formado majoritariamente por estudantes do ensino médio.

A atividade ocorreu neste fim de semana, com o evento realizado de forma gratuita no Centro Cultural. A cidade de Brasília recebeu a programação, que se estende até o domingo, que marca o Dia do Orgulho LGBT.

Rita definiu o conceito de plataforma digital como gerador de condições de trabalho sem direitos, citando jornadas sem pausas e férias. Ela comparou a situação de trabalhadores de aplicativos a uma nova forma de feudalismo.

Contexto e críticas

A palestrante afirmou que trabalhadores que atuam por meio de apps pagam para trabalhar, incluindo o custo com internet. Ela destacou a existência de uma nova classe com poucas perspectivas.

Rita alertou ainda que as redes sociais reduzem espaços de debate, favorecendo discussões rápidas e o dissenso. Segundo ela, plataformas buscam lucro produzindo afetos irracionais, elevando a polarização.

Ela afirmou que a era da comunicação digital favorece conflitos políticos nas discussões, com usuários alimentando inimigos imaginários. Defendeu o resgate de espaços de diálogo, leitura crítica e direitos para minorias.

Engajamento jovem e apoios

Em entrevista à Agência Brasil, a ativista pediu engajamento de jovens para a defesa da democracia, mas apontou ainda crescentes episódios de violência entre jovens, inclusive contra mulheres. Motivações sociais complexas foram citadas como parte do cenário.

Rita também criticou o avanço de sites de apostas esportivas no país, dizendo que não há justificativa para seu funcionamento atual. Ela vê as bets como prejuízo ao patrimônio e ao poder de compra das camadas mais pobres.

Programação e continuidade

A programação do Fest Drag 2026 segue no CCBB Brasília neste fim de semana, com apresentações de artistas como Sandra Sá, Majur e Lorena Simpson. A organização mantém a gratuidadade das atividades para o público.

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