- O TST publicou nas redes sociais que expor trabalhadores a situações humilhantes pode caracterizar assédio moral, destacando que a dignidade humana deve ser respeitada no ambiente de trabalho, inclusive no doméstico.
- O tema está ligado ao reality As Patroas, lançado por Viih Tube e Eliéser no mesmo dia, com onze funcionários disputando o prêmio de R$ 60 mil.
- No primeiro episódio, babás, governanta, motorista, cozinheira e outros colaboradores precisaram procurar moedas espalhadas pela mansão, em locais como o lago, o lixo do banheiro e o vaso sanitário.
- A repercussão nas redes foi rápida, com críticas sobre humilhação para entretenimento e lucro com a imagem dos trabalhadores.
- O post reforça que humilhação não é entretenimento e que o respeito no ambiente de trabalho é responsabilidade de todos.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicou nas redes nesta quarta-feira (1º) uma posição sobre assédio moral no trabalho, em resposta à repercussão de um reality show com funcionários do casal de influenciadores Viih Tube e Eliéser. O tribunal enfatizou que expor trabalhadores a situações humilhantes pode caracterizar assédio e que a dignidade da pessoa humana é protegida pela Constituição Federal.
A postagens do TST esclarece que o assédio ocorre no ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, e reforça que o respeito é um dever. A mensagem foi publicada em meio à polêmica gerada pelo reality show As Patroas.
As Patroas, lançado no mesmo dia, envolveu 11 funcionários da família disputando um prêmio de 60 mil reais. No episódio inaugural, colaboradores como babá, governanta, motorista e cozinheira tiveram que procurar moedas espalhadas pela mansão, em locais como o lago, o lixo do banheiro e o vaso sanitário.
A repercussão nas redes não demorou a surgir. Usuários questionaram a lógica do formato e apontaram exploração dos trabalhadores para entretenimento e lucro dos criadores. Comentários criticaram a exposição e o potencial impacto financeiro sobre as pessoas envolvidas.
Repercussões e reação nas redes
Com o abalo causado pelo tema, a discussão ganhou destaque nos veículos de comunicação e nas plataformas de impacto social. Especialistas ressaltam a necessidade de regras mais claras para programas que envolvem empregados de famílias influentes. Observadores apontam para a importância de proteger direitos trabalhistas mesmo em produções domésticas.
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