Jen DeLuna é uma artista que trabalha com pinturas que exploram memória e identidade, usando fotos antigas como base. Recentemente, ela começou a criar grandes pinturas de bocas de cães, estabelecendo um diálogo visual entre essas obras e seus retratos de mulheres. DeLuna aplica uma técnica que desfoca suas pinturas antes que sequem, criando uma sensação de memória que se desvanece. Embora ela se considere uma pintora de retratos, não sabe a identidade das mulheres que pinta, muitas vezes usando imagens de pin-ups dos anos 70. As novas pinturas de cães são mais confrontacionais e, assim como os retratos femininos, são borradas antes de receberem detalhes, resultando em uma aparência instável. DeLuna exibe essas obras lado a lado, sugerindo uma conversa entre elas sobre a forma como olhamos para mulheres e animais. Ela descreve seu trabalho como intuitivo e formalista, e embora outros o chamem de glamouroso ou violento, ela acha difícil rotulá-lo. A combinação de suas pinturas de mulheres e cães provoca uma reflexão sobre a maneira como percebemos ambos os temas.
Novas Obras de Jen DeLuna
A artista Jen DeLuna, conhecida por suas pinturas que exploram memória e identidade, ampliou seu trabalho com grandes pinturas de bocas de cães. Essa nova abordagem cria um diálogo visual entre suas obras e retratos de mulheres, desafiando a percepção de ambos os temas.
DeLuna utiliza fotografias vintage como base para suas obras. Em suas pinturas, ela aplica uma técnica que desfoca as imagens antes que sequem, capturando um momento efêmero. “É como a sensação de uma memória que se desvanece”, explica. Suas obras, que incluem retratos de mulheres anônimas, evocam uma sensação de inquietação.
Recentemente, a artista apresentou uma grande pintura de uma boca de cachorro em sua nova residência em East London. “Esta é a maior pintura que já fiz”, afirma DeLuna. A mudança de um estúdio em Boston para um espaço maior permitiu que ela explorasse novas escalas em seu trabalho.
Diálogo entre Temas
As bocas de cães, assim como os retratos femininos, são borradas antes de receberem os destaques finais. Essa técnica resulta em um acabamento paradoxal, que é ao mesmo tempo instável e brilhante. DeLuna menciona que os cães, frequentemente associados à servidão, também carregam uma agressividade inerente.
As obras de DeLuna são frequentemente exibidas juntas, criando um diálogo visual. “Há uma conversa entre elas”, diz. Essa interação força o espectador a confrontar a violência na forma como observamos as mulheres, evocando uma dualidade entre carnalidade e vulnerabilidade.
A artista considera sua prática como formalista e intuitiva, tomando decisões baseadas em seu desejo pessoal. Embora outros tenham descrito seu trabalho como “glamoroso” ou “violento”, DeLuna se mostra relutante em atribuir significados excessivos a suas obras.
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