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Daniela Mercury comemora 40 anos de carreira com mensagem de independência

Daniela Mercury destaca a luta pela autonomia artística e os desafios das mulheres na música durante o Power Trip Summit.

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No Power Trip Summit, evento da revista Marie Claire, Daniela Mercury falou sobre sua carreira de 40 anos e a importância do axé. Em uma conversa com Maria Rita Alonso, ela destacou os desafios que enfrentou como mulher na música, questionando o que as mulheres poderiam ter feito se tivessem o mesmo poder que os homens. Daniela escolheu a autonomia artística, rompendo contratos que a limitavam e lançando sua música “Pega Que Oh” com a gravadora Eldorado. Ela também comentou sobre a valorização da cultura baiana, criticando a forma como a música do Nordeste é tratada como regional. A artista ressaltou que a música é uma forma de resistência e que deseja criar uma arte que empodere seu povo. Aos 60 anos, Daniela continua se reinventando e conectada com suas raízes. O Power Trip Summit reúne líderes femininas para discutir temas como influência e empoderamento.

Na 11ª edição do Power Trip Summit, evento promovido pela revista Marie Claire, a cantora Daniela Mercury abriu o encontro com uma reflexão poderosa sobre sua trajetória. Entrevistada por Maria Rita Alonso, diretora de redação da revista, a artista compartilhou experiências de seus 40 anos de carreira, enfatizando a importância do axé e a luta pela autonomia artística.

Durante a conversa, Daniela destacou os desafios enfrentados como mulher em um setor dominado por homens. Ela questionou: “Se a gente tivesse o mesmo poder que os homens sempre tiveram, o que a gente teria feito pelo mundo?” A artista, que começou sua carreira de forma inesperada, relembrou como foi convidada a cantar em um bar aos 20 anos, enquanto trabalhava como professora de dança e mãe.

Autonomia Artística

Um dos pontos altos da fala de Daniela foi sua escolha pela autonomia artística. Ao invés de seguir os caminhos tradicionais das gravadoras, decidiu romper contratos que a limitavam. “Eu já era compositora, já tinha rasgado meu primeiro contrato… então disse: ‘Vou fazer uma banda’,” afirmou. Com a gravadora Eldorado, ela conseguiu lançar a canção “Pega Que Oh”, que a ajudou a consolidar sua carreira.

A artista também abordou a questão do reconhecimento da cultura baiana. “Quando chega música do Rio, de São Paulo, chamam de ‘música popular brasileira’. O que a gente faz aqui é ‘música regional’.” Para ela, o axé é uma expressão cultural rica, que deve ser valorizada em sua essência.

Desafios e Resistência

Daniela refletiu sobre os desafios enfrentados por mulheres na indústria musical. “Quando começamos, todos desconfiam da gente… e para mulher é mais difícil ainda,” disse. Ela enfatizou que nunca foi comandada por ninguém, reafirmando sua posição de liderança e independência.

A música, segundo Daniela, é uma ferramenta de resistência e afirmação. “Quero fazer uma arte libertadora, emancipadora, que dê voz para o meu povo,” declarou. Aos 60 anos, a cantora continua se reinventando, mantendo seus princípios e sua conexão com a cultura baiana.

O Power Trip Summit reúne líderes femininas de diversas áreas, promovendo discussões sobre influência, inovação e identidade. O evento conta com o apoio de grandes marcas e instituições, refletindo a importância do empoderamento feminino na sociedade contemporânea.

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