Rita Lee, a famosa cantora brasileira, faleceu recentemente, e sua morte gerou muitas homenagens. Em maio de 2023, foram lançados dois documentários sobre sua vida: “Rita Lee: Mania de Você” e “Ritas”. O primeiro, disponível na HBO Max, é simples e linear, com imagens de arquivo e entrevistas com familiares. Ele inclui uma carta póstuma de Rita lida por seu marido e filhos. O segundo, “Ritas”, que está nos cinemas, é menos emocional e foca em sua visão sobre o feminismo no rock. Ambos os filmes, no entanto, foram criticados por não darem a devida importância à sua carreira com os Mutantes e à Tropicália, movimento cultural do qual ela fez parte. O jornalista André Barcinski expressou descontentamento com a forma como o primeiro documentário foi apresentado. Embora “Ritas” mencione os Mutantes, não destaca seu papel central na música brasileira. A omissão da Tropicália nos dois filmes gerou críticas, pois esse movimento abordou questões de gênero e outros temas relevantes que não foram explorados. A trajetória de Rita Lee parece ser contada apenas sob uma perspectiva atual, ignorando sua contribuição mais ampla para a música e a cultura.
Rita Lee, a icônica cantora e compositora brasileira, faleceu recentemente, gerando uma onda de homenagens e reflexões sobre sua carreira. Em maio de 2023, foram lançados dois documentários que relembram sua trajetória: “Rita Lee: Mania de Você” e “Ritas”.
O primeiro documentário, dirigido por Guido Goldberg, estreou no dia 8 de maio na HBO Max. Com uma abordagem linear, o filme utiliza imagens de arquivo e entrevistas com familiares. Um dos momentos mais emocionantes é a leitura de uma carta póstuma de Rita, feita por seu marido e filhos. Apesar de sua simplicidade, o documentário é bem conduzido e impactante.
Já “Ritas”, de Oswaldo Santana, chegou aos cinemas no dia 22 de maio. Este filme, embora menos tocante, apresenta uma narrativa que alterna imagens de arquivo com cenas caseiras da artista aposentada. Ele reflete sobre o feminismo no rock nacional e os desafios enfrentados por Rita ao longo de sua carreira.
Críticas e Controvérsias
Ambos os documentários foram criticados por focar quase exclusivamente na carreira de Rita após sua saída dos Mutantes, sem dar a devida importância ao seu papel na Tropicália. O jornalista André Barcinski expressou sua indignação, afirmando que o primeiro filme não deveria ser chamado de documentário, dada a omissão de aspectos cruciais da carreira de Rita.
Embora “Ritas” mencione brevemente os Mutantes, não se aprofunda na relevância do grupo no movimento tropicalista. A falta de menção à Tropicália, que foi fundamental na formação de questões de gênero e outros temas sociais, gerou críticas sobre a abordagem dos documentários.
Reflexão sobre a Legado
A trajetória de Rita Lee, contada nos dias atuais, parece atender mais a interesses identitários contemporâneos, minimizando a importância da Tropicália. Essa escolha narrativa levanta questões sobre como a história da artista e do movimento são contadas, deixando de lado aspectos fundamentais que moldaram a música brasileira.
Entre na conversa da comunidade