- A exposição inaugural “Horizontes/Vermelho” ocorre no PM23, centro cultural da Fundação Valentino, em Roma.
- A mostra apresenta oitenta peças de Valentino Garavani e obras de artistas como Pablo Picasso, Andy Warhol e Damien Hirst.
- O evento explora o vermelho como símbolo de ruptura e beleza, destacando a conexão entre moda e arte contemporânea.
- A curadoria é de Anna Coliva, que enfatiza o vermelho como um renascimento criativo da cultura italiana no pós-guerra.
- A exposição ficará em cartaz até 31 de agosto e também visa apoiar jovens talentos por meio de iniciativas culturais.
A exposição inaugural “Horizontes/Vermelho” no PM23, novo centro cultural da Fundação Valentino, em Roma, apresenta 80 peças do estilista Valentino Garavani e obras de artistas renomados. A mostra, que ficará em cartaz até 31 de agosto, explora o vermelho como símbolo de ruptura e beleza, conectando moda e arte contemporânea.
A exposição, que ocupa seis salas de um edifício do século XVI, destaca o vermelho como uma declaração de insubmissão. As peças, que abrangem quase cinco décadas de criação, incluem o icônico vestido “Fiesta” de 1959 e modelos até 2008, ano da despedida de Valentino das passarelas. As roupas estão lado a lado com obras de artistas como Pablo Picasso, Andy Warhol e Damien Hirst, criando uma interação única entre moda e arte.
A curadoria, realizada por Anna Coliva, ex-diretora da Galleria Borghese, reuniu obras do acervo pessoal de Valentino e Giancarlo Giammetti, além de empréstimos de instituições renomadas. Coliva destaca que o vermelho simboliza um renascimento criativo, refletindo a vitalidade cultural da Itália no pós-guerra. A frase “Eu amo a beleza, não é culpa minha”, dita por Valentino, é exibida em um espelho monumental na entrada do espaço.
O PM23 foi criado para apoiar iniciativas culturais e filantrópicas, promovendo exposições, oficinas e concursos para jovens talentos. Giammetti ressalta que a beleza deve coexistir com a arte, sem criar um diálogo artificial. O espaço também celebra a trajetória de Valentino e Giammetti, que se conheceram nos anos 1950 e construíram um império estético. A marca Valentino, atualmente sob a direção criativa de Alessandro Michele, pertence ao fundo de investimentos Mayhoola, da família real do Catar.
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