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‘Fortnite’ é processado por coreógrafos que reivindicam direitos sobre danças populares

Epic Games é processada por coreógrafo que alega uso não autorizado de sua dança em emote, aumentando os desafios legais da empresa

Personagem de Fortnite dançando 'Touching the sky' (Foto: Reprodução)
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  • A Epic Games enfrenta um processo por violação de direitos autorais movido pelo coreógrafo Felix Burgos.
  • Burgos alega que a empresa usou sua coreografia do videoclipe “Touching the Sky”, de Rauw Alejandro, sem autorização.
  • O emote no jogo também se chama “Touching the Sky” e apresenta movimentos complexos.
  • A Epic já enfrentou pelo menos oito processos semelhantes relacionados a emotes inspirados em danças populares.
  • A empresa afirma ter licenças para os passos de dança, mas Burgos contesta que não recebeu compensação.

A Epic Games, produtora de “Fortnite”, enfrenta um novo processo por violação de direitos autorais, desta vez movido pelo coreógrafo Felix Burgos. Ele alega que a empresa utilizou sua coreografia do videoclipe “Touching the Sky”, de Rauw Alejandro, sem autorização. O emote em questão também se chama “Touching the Sky” e apresenta movimentos complexos que foram replicados no jogo.

Este caso se soma a uma série de litígios que a Epic já enfrentou, totalizando pelo menos oito processos relacionados a emotes inspirados em danças populares. David L. Hecht, advogado de Burgos, criticou a empresa, afirmando que ela não realiza a devida diligência para licenciar as coreografias. A Epic, que lucra com a venda de emotes, gerou US$ 5,4 bilhões em 2018 e US$ 3,7 bilhões em 2019, mas não revelou os valores pagos aos criadores.

A empresa afirma que possui licenças para os passos de dança utilizados, mas Burgos contesta que não recebeu compensação. Emily Levy, diretora sênior de música da Epic, declarou que a empresa busca constantemente parcerias com criadores e que os acordos variam de acordo com cada caso. No entanto, coreógrafos como Josh Curtis expressaram descontentamento, afirmando que deveriam receber uma porcentagem das vendas em vez de um pagamento fixo.

Complexidade dos Direitos Autorais

A questão dos direitos autorais em coreografias é complexa e subjetiva. David Hoppe, especialista em mídia e tecnologia, observa que diferentes tribunais aplicam critérios variados para determinar a originalidade de uma coreografia. O caso de Burgos pode se beneficiar de decisões recentes que favorecem coreógrafos, como a vitória de Kyle Hanagami no Tribunal de Apelações dos EUA, que reconheceu semelhanças substanciais entre sua obra e um emote da Epic.

A situação destaca a necessidade de uma abordagem mais clara e justa em relação aos direitos dos criadores de conteúdo. A Epic Games, enquanto isso, continua a evoluir suas práticas de licenciamento, buscando um equilíbrio entre inovação e respeito aos direitos autorais.

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