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EA Games é vendida por US$ 55 bilhões em um dos maiores negócios da história dos jogos

Acordo transforma a empresa em privada mas mantém liderança atual com promessas de expansão global

Empresa é responsável por franquias como Battlefield e The Sims - Foto: Reprodução
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  • A produtora de jogos Electronic Arts (EA) será comprada por um grupo de investidores por US$ 55 bilhões.
  • O consórcio é formado pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), Silver Lake e Affinity Partners.
  • Cada ação da EA será comprada por US$ 210, um valor 25% acima do preço mais recente.
  • Após a conclusão do negócio, a EA se tornará uma empresa privada, mas o CEO Andrew Wilson permanecerá no cargo.
  • A aquisição fortalece a presença da EA no mercado de games e amplia a influência do PIF, que já possui participações em outras empresas do setor.

A produtora de jogos Electronic Arts (EA), dona de franquias como The Sims, Battlefield e EA FC, confirmou nesta segunda-feira (29) que será comprada por um grupo de investidores em um acordo histórico de US$ 55 bilhões. A operação deve ser concluída no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027.

O consórcio comprador é formado pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), pela gestora de investimentos Silver Lake e pela Affinity Partners, empresa de investimentos americana fundada em 2021 por Jared Kushner, genro do presidente americano Donald Trump. O PIF já possuía 9,9% da EA e agora assumirá o controle total da empresa, ao lado dos outros parceiros.

Para os acionistas da EA, a venda significa que cada ação será comprada por US$ 210, um valor 25% acima do preço mais recente das ações. Isso representa um prêmio significativo, maior que a máxima histórica de US$ 179 por ação, garantindo um ganho imediato para quem detinha participação na empresa.

Após a conclusão do negócio, a EA não terá mais ações negociadas em bolsa, tornando-se uma empresa privada. Apesar da mudança de dono, o CEO Andrew Wilson permanecerá no cargo, garantindo que a liderança atual continue a tomar decisões estratégicas e manter o foco em criar novos jogos e experiências para os fãs.

Parte do valor será capital próprio dos investidores e parte será financiamento via empréstimos, todos garantidos e administrados pelo banco JPMorgan Chase. Ou seja, os compradores usarão dinheiro próprio e dinheiro emprestado para completar o pagamento aos acionistas da EA.

O negócio é um dos maiores investimentos em dinheiro já feitos para tirar uma empresa da bolsa e é considerado o segundo maior da história da indústria de jogos, atrás apenas da compra da Activision Blizzard pela Microsoft por US$ 75,4 bilhões.

Para o mercado de games, a aquisição fortalece a presença da EA e amplia a influência do PIF, que já possui participações em outras grandes empresas do setor, como Activision Blizzard, Take-Two, Nintendo e Embracer. A parceria promete acelerar o desenvolvimento de esportes eletrônicos, jogos móveis e experiências híbridas que misturam o digital com o físico.

Apesar da transação, a EA continuará lançando seus jogos normalmente. Entre os títulos recentes estão EA FC 26 e o aguardado Battlefield 6, previsto para outubro. Outros projetos incluem Mass Effect pela BioWare, Star Wars Jedi 3 pela Respawn e Iron Man pela Motive.

O anúncio gerou insegurança na BioWare, estúdio responsável por Dragon Age e Mass Effect. Funcionários temem cortes ou mudanças internas após a finalização da compra, prevista para abril de 2026, mas a produção de jogos continua.

Os novos donos prometem investir pesado para ampliar o alcance global da EA, mantendo a sede em Redwood City, Califórnia.

O negócio também é estratégico para a Arábia Saudita, que busca diversificar seus investimentos em setores como infraestrutura, turismo, esportes e jogos.

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