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Diretor da Split Fiction comenta Clair Obscur, EA e IA Gen

Fares alerta: depender de jogos AA pode frear a indústria; defende pluralidade entre AAA, double-A e independentes para manter criatividade e risco controlado

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Sandfall Interactive
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  • Josef Fares, diretor de Split Fiction, alerta para não usar o sucesso de Clair Obscur: Expedition 33 para restringir o mercado a jogos de qualidade duvidosa ou apenas aos títulos AA.
  • Ele defende a diversidade de estilos e diz que é preciso manter AAA, indies e AA, sem impor um único caminho de mercado.
  • Fares aponta que, para cada hit como Space Marine 2, há jogos que não emplacam, e que a indústria costuma copiar formulas de sucesso, gerando ondas de gêneros repetidos.
  • Sobre a publisher Electronic Arts, ele diz que há muitas pessoas legais lá, que respeitam o trabalho da Hazelight e que a parceria é boa, apesar das críticas que a empresa recebe.
  • Em relação à IA, o diretor afirma que a Hazelight ainda toma decisões com base na visão criativa da equipe e não vê a IA generativa substituindo a criação de jogos no curto prazo.

O diretor de Split Fiction, Josef Fares, advertiu sobre tirar conclusões inadequadas com base no sucesso de Clair Obscur: Expedition 33. Em entrevista, ele afirma a importância de manter a diversidade entre jogos AAA, AA e indie para evitar restrições no mercado.

Fares destaca que, embora títulos AA tenham ganhado visibilidade, não se pode abandonar grandes lançamentos AAA. Segundo ele, é essencial que publishers continuem investindo em blockbusters ao lado de projetos menores, para não reduzir a inovação a um único formato.

O executivo aponta empresas que combinam grande escala com risco criativo, citando Rockstar Games, Naughty Dog e Nintendo como exemplos. Em contrapartida, ele cita a EA, alvo de críticas, mas observa que a desenvolvedora mantém parcerias positivas com seu estúdio Hazelight.

Sobre a relação com a EA, Fares afirma que há respeito mútuo e boa comunicação. Ele ressalta que a colaboração com a publisher é favorável e que, se fosse ruim, indicaria apenas em outra ocasião. Hazelight registra bons resultados comerciais com It Takes Two e Split Fiction.

O diretor também comentou sobre o uso de IA na criação de jogos. Segundo ele, a equipe da Hazelight toma decisões com base no que rende o melhor jogo, sem recorrer a ferramentas de IA generativa no momento. A geração de conceitos por IA não é, ainda, vista como substituto da visão criativa.

Fares encara o futuro com cautela. Afirmou que a criatividade central é indispensável para a qualidade de seus jogos, enquanto o papel da IA permanece incerto a curto prazo. Ele não vê a IA substituindo totalmente processos criativos, mantendo o foco na visão humana.

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