- Em 2001, a revista Electronic Gaming Monthly/EGM publicou uma capa original de Final Fantasy X, criada por Yoshitaka Amano, após aprovação da ZiffDavis e com custo de US$ 10 mil.
- Amano usou folha de ouro na pintura; a impressão apresentou desafios técnicos, mas o visual acabou marcando a edição.
- Houve falha de comunicação: a intenção era distribuir a capa de Amano para assinantes, com a capa padrão na loja; na prática, a distribuição ficou desbalanceada.
- A surpresa teve aceitação dos leitores, as vendas aumentaram e o exemplar tornou-se um dos mais vendidos da revista, com cobertura até da IGN.
- Anos depois, a ZiffDavis encomendou outra capa de Amano para Final Fantasy Everything; a imprensa de revista impressa de jogos fechou a edição da EGM em 2009 e o 1UP.com em 2013, mas a obra de Amano permanece influente e ele continua produzindo capas para outras mídias.
Em 2001, a revista Electronic Gaming Monthly (EGM) surpreendeu o mercado ao publicar uma capa original de Yoshitaka Amano, o célebre ilustrador de Final Fantasy. A peça, criada para Final Fantasy X, exigiu autorização da Square e acabou tornando-se um marco da produção de capas no fim dos anos 2000. O resultado foi uma trajetória de custos elevados e uma transformação de expectativa entre leitores.
A ideia inicial era usar uma pintura de Amano, com folhas de ouro na tela. O editor-chefe da época, conhecido como Shoe, desejava a arte para a capa, mas houve entrave para obter a permissão da Square. O orçamento da arte, em torno de 10 mil dólares, chamou a atenção de executivos da editora.
O percalço financeiro foi superado pela aprovação da editora ZiffDavis, que autorizou o projeto. Mielke, então responsável pelo projeto, supervisionou a produção, e Amano entregou a obra com rapidez surpreendente. A capa acabou apresentando uma tonalidade especial devido ao ouro utilizado.
Canais de distribuição e erro de comunicação
Houve um desencontro entre a programação de envio. A ideia era que a capa de Amano fosse destinada a 25% dos assinantes, com o restante indo às bancas com outra arte. No entanto, a interpretação da editora apontou para 25% de todas as capas, gerando discrepância entre assinantes e varejo.
Essa falha acabou virando um acaso bem recebido pelo público. Assinantes receberam versões diferentes, incluindo a arte de Amano, e as lojas registraram maior expectativa em relação ao título. O resultado foi maior interesse e aumento nas vendas da edição.
Mesmo com o sucesso de público, o episódio gerou debates sobre planejamento de distribuição. O material acabou se tornando tema de cobertura de concorrentes e reforçou a percepção de que obras exclusivas elevam o apelo da revista. Ocasionalmente, a Amano retornou com novas colaborações para a revista.
Legado e panorama atual
O intervalo de tempo entre a publicação e o fechamento da EGM pegou o mercado de surpresa. A revista encerrou tiragem impressa em 2009, com a digitalização da indústria ganhando força até a falência de plataformas relacionadas em 2013. Um projeto de recuperação financiou-se com crowdfunding, resultando em uma antologia.
James Mielke projeta novos empreendimentos ligados ao universo de Final Fantasy, incluindo uma biografia do compositor Nobuo Uematsu. Amano, por sua vez, manteve a relação com capas de DC Comics nos anos recentes, consolidando seu papel como referência em arte de jogos.
O legado da era de capas icônicas e da circulação impressa de revistas de jogos persiste como referência histórica. Mesmo diante das mudanças do mercado, a estética e a curiosidade editorial permanecem relevantes para entusiastas e pesquisadores.
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