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Obsessão de Zoomers por DVDs pode orientar recuperação da indústria de jogos

Mercado de DVDs ressurge entre Gen Z, impulsionando lojas independentes e levantando questionamentos sobre preservação e acesso aos jogos físicos

RATNEST
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  • O interesse por DVDs entre a geração Z aumenta, após queda de 20% em 2024 para 9% em 2025, com 2026 já sendo visto como ano recorde.
  • Lojas como Cinefile e Vidiots registram crescimento, com a Vidiots chegando a até 1.000 DVDs alugados por semana.
  • Há curiosidade entre jovens por entender as origens de séries atuais, segundo lojista de A&C Games, em Toronto.
  • Fatores apontados incluem streaming caro e falhas de serviço, que fortalecem a busca por possuir cópias físicas e catálogo estável.
  • Em San Bernardino, a loja RATNEST evidencia aumento de público jovem, enfatizando cultura de games e espaços comunitários em detrimento do lucro.

O interesse de jovens por DVDs físicos está ganhando espaço, segundo o Los Angeles Times. A venda de mídias físicas, especialmente DVDs, teve recuo retomado em 2025 após uma queda de 20% em 2024. Em 2026, lojas culturais registram o melhor ano e a locadora Vidiots chega a alugar 1.000 DVDs por semana.

A reportagem ouviu funcionários de estabelecimentos como Cinefile e Vidiots e revelou que o fenômeno não é exceção. A curiosidade de Gen Z por origens de séries e filmes estimula a busca por cópias físicas, mesmo com o avanço de serviços de streaming.

Além de filmes, surge a pergunta sobre jogos. O comerciante de jogos independentes de Toronto, A&C Games, aponta que jovens demonstram interesse em entender as raízes de séries atuais. A loja vê demanda por referências históricas do mercado.

Diamantes em bruto

Desde que abriu há quatro anos em San Bernardino, RATNEST tem observado queda de interesse apenas entre alguns públicos. Robbie Ratnest relata aumento de clientes jovens, especialmente interessados em títulos obscuros, anime, terror japonês e cultura pop asiática.

A loja de Ratnest funciona como espaço cultural mais do que comercial. As paredes exibem itens variados, e o proprietário enfatiza que a prioridade é manter a cultura de jogos acessível, não priorizando a valorização financeira.

O próprio negócio funciona com uma visão voltada à comunidade. Ratnest afirma que prefere ver jogos nas mãos de quem quer disfrutá-los, mesmo sob risco para a aposentadoria. A ideia é evitar que o mercado vire apenas ativo especulativo.

Desafios do ecossistema

Em encontros de fãs, como feiras de jogos retro, surgem relatos de dificuldade de aquisição de cópias físicas devido a preços elevados. A pandemia intensificou esse efeito, dificultando a coleta de jogos antigos e aumentando a percepção de elitismo entre os jovens.

Especialistas destacam que, diferentemente de cinema e música, o videogame carece de espaços estáveis de convivência física. Lojas e arcades costumavam sustentar a cena cultural, tornando a experiência mais do que consumo.

Enquanto o mercado digital avança com serviços de assinatura e lançamentos simultâneos, criadores pedem equilíbrio entre acesso e preservação. A discussão segue no varejo de títulos usados, onde o preço alto pode afastar novos fãs.

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