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Conheça quem salva a versão do Doom do Super Nintendo, famosa por ser inferior

Randal Linden revisita a versão do Doom para Super Nintendo, 30 anos depois, com hardware modificado e melhorias de desempenho, mas não é perfeito

The SNES cartridge for Doom appears in front of a yellow background.
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  • A versão do Doom para Super Nintendo, lançada em 1995, foi criada por Randal Linden e a Williams Entertainment, mesmo com hardware mais fraco que o PC.
  • Linden desenvolveu um motor próprio a partir de acesso limitado ao hardware, resultando em uma jogabilidade ainda difícil, com frames baixos e alterações no mapa.
  • Anos depois, Linden voltou a trabalhar no jogo, com o apoio da Limited Run Games, para melhorar a versão original da SNES.
  • A melhoria foi possível usando um cartucho prototype com Raspberry Pi, que engana o console para rodar software como se tivesse o chip Super FX, trazendo mais conteúdo e rumble.
  • O resultado é Doom rodando na SNES de forma mais suave e com novidades, mantendo a essência da portabilidade histórica, mas ainda assim refletindo limitações da época.

Duas décadas após o lançamento, uma versão histórica de Doom para SNES ganha nova vida. O projeto original, criado por Randal Linden e a Sculptured Software, tornou-se um marco por levar o jogo a um hardware subaprimido. Hoje, Linden revisita seu feito com apoio de fãs e da Limited Run Games.

A história começa em 1994, quando Linden criou um motor próprio para rodar Doom na SNES, virando uma curiosidade técnica. O processo envolveu engenharia reversa, memória e um boot ROM feito sob medida, permitindo testar o jogo no Amiga. O resultado era fraco em framerate, com cortes de conteúdo.

Em 1995, a versão da SNES chegou aos papéis oficiais, ainda que com limitações sérias: framerate baixo, níveis alterados, sem texturas de piso e teto, e o quarto episódio cortado. Mesmo assim, tornou-se um caso de estudo sobre adaptação de Doom a consoles de 16 bits.

Hoje, Linden retorna ao projeto com a ajuda de Raspberry Pi para aperfeiçoar Doom no SNES. O interesse surgiu de um contato com Audi Sorlie, da Limited Run Games, que acompanhava Linden desde a época do Star Fox em Super FX. Sorlie buscou reimaginar a versão antiga com melhorias de hardware e software.

O objetivo é manter o espírito original, mas aumentar desempenho, introduzir conteúdos novos e até rumble com um controlador redesenhado. O protótipo utiliza uma placa Raspberry Pi 2350 que engana o SNES, simulando o chip Super FX para rodar o jogo com mais fluidez.

O resultado esperado é uma edição melhorada de Doom no SNES, mantendo a estética retro e acrescentando recursos modernos sem abandonar a hardware base. A parceria envolve Linden, Sorlie e a editora Limited Run Games, com Bethseda como licenciadora. O projeto segue em desenvolvimento.

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