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Pragmata: Kotaku publica avaliação completa

Pragmata une ação e puzzles com Hugh e Diana, destacando a relação pai e filha que aquece um cenário distópico e tecnológico

© Capcom / Kotaku
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  • Pragmata é um jogo de tiro em primeira pessoa com quebra‑cabeças de hacking, ambientado em uma instalação lunar, onde Hugh precisa escapar de robôs e de uma IA hostil chamada IDUS junto de Diana, uma androide capaz de hackear defesas.
  • A relação entre Hugh e Diana é central: ele a batiza como Diana e a trata com cuidado, com o vínculo crescendo ao longo da história, servindo de motor emocional da narrativa.
  • A jogabilidade combina ação de tiroteio com puzzles em tempo real: Diana hacks para abrir brechas enquanto Hugh dispara e se move pelo campo de batalha, exigindo coordenação entre ambos.
  • O jogo oferece várias armas e upgrades para Hugh, além de habilidades de hacking para Diana; o progresso depende de gerenciar as duas mecânicas simultaneamente.
  • Pragmata demora a engrenar, mas apresenta um fluxo de jogo contínuo que culmina em uma sinergia entre movimento, sabotagem de máquinas e a relação entre os protagonistas, com recursos de cura limitados ao longo de cerca de dez a doze horas.

Pragmata, título de ficção científica da Capcom, chega como um shooter/puzzle que se distancia de modas contemporâneas, mantendo foco em mecânicas desafiadoras e uma narrativa centrada em dois protagonistas. O jogo se passa em uma estação de pesquisa na Lua, tomada por uma IA hostil chamada IDUS e por robôs descontrolados.

O protagonista é Hugh, um marine espacial que chega à estação para um check-in de rotina. Ao redor dele, a base está desacreditada e quase sem vida, restando apenas sinais artificiais de presença humana. Diana, uma androide jovem com habilidades de hacking, surge como o único aliado amigável.

Diana é apresentada como hábil na invasão de defesas robóticas, capaz de abrir brechas que permitem avanços táticos. Hugh, por sua vez, utiliza armas convencionais em combinação com recursos tecnológicos para manter a mobília de inimigos sob controle. A relação entre os dois evolui ao longo da experiência, moldada pela distância entre humano e máquina.

A narrativa enfatiza a relação entre Hugh e Diana desde o começo, com o homem assumindo o papel de cuidador. A temática de paternidade é explorada ao longo do jogo, contrastando com a frieza tecnológica do ambiente da estação. O vínculo humano é apresentado como essencial para a progressão.

Capcom descreve as paisagens 3D como reflexos de uma cidade criada por IA, sem alma, em linha com a temática de humanidade frente à simulação. O cenário funciona como respaldo emocional para Diana, que vê Earth apenas através de ilustrações e lembranças. Hugh incentiva a curiosidade de Diana sobre o planeta.

A jogabilidade intercala tiro e hacking em tempo real. Os ataques de Hugh são variados, exigindo uso criativo de armas e distrações para criar aberturas para Diana agir. Os puzzles de hacking aparecem como grids que o jogador deve navegar com botões, com perigos, power-ups e obstáculos que elevam o desafio.

Diana oferece opções de hack que ampliam as oportunidades de combate. Enquanto Hugh dispara, Diana manipula redes e corta defesas inimigas, abrindo caminho para ataques diretos. O andamento depende da cooperação entre os dois, sem privilegiar apenas uma vertente.

A progressão envolve upgrades para o arsenal de Hugh e para as habilidades de Diana. A combinação de estratégias é fundamental para enfrentar inimigos mais difíceis. A mecânica de multitarefa exige coordenação entre ações de combate e solução de quebra-cabeças.

O jogo tem duração estimada entre 10 e 12 horas, com uma curva de aprendizado que leva tempo para alcançar o fluxo desejado. Ao longo da campanha, os recursos de cura são raros, o que incentiva retornos frequentes à base para reconfigurar equipamentos e enfrentar novas metas.

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