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Charlie Cox atua na Expedição 33, mas não deveria ter sido necessário

Charlie Cox finalmente atuou em Clair Obscur: Expedition 33, mas a pressão de fãs para que jogasse reacende o debate sobre o assédio a artistas de jogos

Charlie Cox shields his eyes.
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  • Charlie Cox, ator de Daredevil, finalmente testou Clair Obscur: Expedition 33 por algumas horas, dizendo que não é bom nisso.
  • O episódio gerou pressão pública por um ano, com fãs cobrando que ele jogasse o jogo.
  • Em entrevista à GamesRadar, Cox afirmou ter jogado apenas a abertura e não ter chegado à conclusão do título.
  • O caso alimenta o debate sobre a valorização de atores de captura de movimento e de voz, com movimentos para reconhecer esses profissionais em premiações.
  • Reforça que Cox não é obrigado a jogar; a performance dele já foi elogiada e não muda o respeito pelo trabalho dos colaboradores do jogo.

Charlie Cox, ator de Daredevil, afirmou ter finalmente jogado Clair Obscur: Expedition 33 após boa parte de 2025 sendo questionado sobre o título. Em entrevista recente, ele disse ter dedicado algumas horas ao jogo, apenas para confirmar que não é bom nele e que não precisava ter jogado. A participação dele no projeto veio após a gravação de voz em cerca de quatro horas, segundo fontes da produção.

Em novembro de 2025, Cox participou de um painel na La Conve 64, no México, e manteve o tom de que o trabalho de captura de movimentos do Gustave foi feito principalmente pelo ator de mo-cap Maxence Cazorla. Em julho de 2025, durante a GalaxyCon, ele já havia indicado que não conhecia a trama do jogo e que o último título jogado era há décadas, reforçando o distanciamento dele do universo dos games.

Antes disso, o ator já vinha sendo alvo de atenções e pressões de fãs, que pediam dele cada detalhe sobre o jogo e a protagonista Gustave. A conversa pública elevou a discussão sobre o papel de atores de voz e, principalmente, dos profissionais de captura de movimento, que nem sempre recebem o devido reconhecimento no meio.

A entrevista recente concedida ao GamesRadar reforçou que Cox jogou apenas o começo do jogo, sem ter completado a história. Ele explicou que dedicou algum tempo para entender o início, conhecer personagens e entender o ambiente, sem transformar isso em obrigação profissional ou pessoal.

Pontos de interesse surgem a partir da experiência de Cox, que reforça a necessidade de reconhecer todo o elenco envolvido na produção, especialmente os atores de captura de movimento. O debate aponta para uma maior valorização de profissionais que atuam nos bastidores de jogos, além das vozes já reconhecidas pelo público.

No que diz respeito ao impacto, a situação provocou reflexões sobre parasocialidade, reconhecimento de créditos e limites entre carreira musical, atuação e participação em jogos. A discussão segue em pauta no setor, com propostas para ampliar prêmios e homenagens aos profissionais de performance em jogos.

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