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Pragmata entrega uma das experiências mais sensíveis da Capcom, segundo resenha

Pragmata equilibra inovação e apelo comercial, com gameplay de hack que funciona no começo, mas se repete; fica a relação entre Hugh e Diana

Imagem da noticia Resenha: ‘Pragmata’ entrega uma das experiências mais sensíveis da Capcom
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  • Pragmata é um shooter em terceira pessoa da Capcom que busca equilibrar inovação e apelo comercial, após longos adiamentos.
  • A jogabilidade central usa hackeamento para atirar: Hugh manuseia armas, Diana invade sistemas por meio de um quebra‑cabeça em tempo real, com um cursor guiado por uma matriz.
  • O combate funciona bem no início, mas a mecânica não evolui muito ao longo da campanha, tornando a repetição inevitável.
  • A estrutura combina áreas conectadas com backtracking em um hub seguro chamado Abrigo, em um ritmo de cerca de 10 horas de campanha e exploração.
  • A narrativa foca na relação entre Diana, uma inteligência artificial com aspecto infantil, e Hugh, com tom humano e progression gradual, além de conteúdo extra e desafios que elevam a dificuldade.

Pragmata, novo projeto da Capcom, se insere no espaço entre inovação e apelo comercial. O jogo chega após anos de silêncio e adiamentos, buscando oferecer uma experiência que foge do blockbuster tradicional sem abandonar o público consumidor.

A proposta envolve uma mistura de shooter em terceira pessoa com mecânicas de hackeamento em tempo real. Hugh encara as armas enquanto Diana invade sistemas inimigos por meio de um quebra-cabeça em que é preciso guiar um cursor por uma matriz, coletando bônus e evitando penalidades. A dinâmica, que parece complexa, fica natural em poucos minutos.

No entanto, a mecânica principal tende a se repetir ao longo da campanha. Elementos como bônus de paralisia e melhorias de dano surgem, mas a estrutura básica permanece constante. A repetição pode se tornar evidente para quem busca variedade. Quem curte a ideia, provavelmente acompanha o ritmo do jogo sem grandes mudanças de direção.

Entre a ação e o silêncio

Para evitar o cansaço, Pragmata utiliza pausas frequentes. O Abrigo funciona como hub seguro, permitindo evoluir habilidades, revisar colecionáveis e interagir com Diana. A estrutura lembra um metroidvania contido, com áreas conectadas, backtracking e progressão linear.

A duração fica em torno de 10 horas de campanha, sem se alongar excessivamente. Visualmente, a RE Engine reforça a sensação de isolamento em cenários lunares amplos e frios, com enquadramentos que buscam impressionar.

Premissa e relação entre personagens

A história acompanha Hugh, que chega a uma estação lunar para investigar um material revolucionário. O encontro com Diana, uma androide de aparência infantil, guia a dupla na busca por entender o que houve e retornar à Terra. A narrativa não reinventa a ficção científica, apresentando reviravoltas esperadas e um pano de fundo corporativo conhecido.

Diana atua como o coração do jogo. Embora seja uma inteligência artificial avançada, sua visão do mundo é curiosa e, por vezes, humana. Hugh funciona como contraponto, apresentando um perfil mais pragmático e, aos poucos, transformando-se pela convivência.

Identidade própria e comparação com outros jogos

Embora dialogue com temas de jogos como The Last of Us e God of War, Pragmata evita o peso dramático excessivo. O jogo privilegia momentos de diálogo, silêncio e gestos, sem recorrer a tragédias constantes.

Conteúdo adicional e rejogabilidade

Além da campanha, há desafios opcionais que testam o domínio do sistema de hack. Esses modos costumam apresentar maior dificuldade do que a história principal. Existe incentivo para revisitar áreas, coletar itens e desbloquear melhorias, mas o replay depende do grau de envolvimento com o gameplay. A estimativa de tempo para platina fica entre 30 e 40 horas, conforme o ritmo do jogador.

Observação final sobre impacto e proposta

A obra destaca-se por uma das ideias mais criativas dos últimos anos no segmento. Pode não atender a todos os gostos, com trechos de repetição de gameplay, mas carrega personalidade e identidade próprias. A Capcom aposta em algo novo em um cenário que, muitas vezes, evita riscos. Diana e a relação construída ao longo do jogo ficam como elementos marcantes, sem recorrer a apelos fáceis.

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