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Aphelion mistura ficção científica com Tomb Raider, nem sempre funciona

Aphelion mantém promessa de ficção científica realista com alternância de gameplay, mas sofre com linearidade e falta de refinamento técnico

Review: Aphelion mistura ficção científica com Tomb Raider, mas nem sempre dá certo
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  • Aphelion, de Don’t Nod em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA), é uma aventura narrativa single-player centrada em exploração espacial, mistério e drama humano, ambientada no planeta Persephone.
  • A história acompanha Ariane e Thomas, dois astronautas cuja missão Hope-01 busca avaliar se Persephone pode abrigar vida humana; a missão sofre falha, separando os dois nos primeiros minutos de jogo.
  • O gameplay intercala a exploração de cenários lineares, resolução de puzzles e trechos de furtividade, com uma mistura de referências a Tomb Raider e walking simulators, sem combate direto.
  • A narrativa alterna entre as perspectivas dos dois protagonistas ao longo de onze capítulos, mantendo o ritmo e tentando desenvolver um relacionamento complexo entre eles.
  • O jogo é visualmente competente, utiliza a Unreal Engine, e pretende transmitir realismo na exploração espacial; apresenta alguns problemas de refinamento técnico e repetição de encontros com a criatura alienígena. Aparelha-se hoje para PC, PS5 e Xbox Series S/X, com disponibilidade no Xbox Game Pass.

Aphelion, novo jogo da Don’t Nod em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA), chega aos consoles e PC com uma proposta de ficção científica focalizada em exploração, quebra-cabeças e drama humano. A chegada ocorreu em 28 de abril, com disponibilidade no Xbox Game Pass e lançamento no PC, PS5 e Xbox Series S e X.

A história acompanha dois astronautas da missão Hope-01, Ariane e Thomas, enviados para Persephone, planeta no limite do Sistema Solar. Uma falha durante o pouso separa o duo: Ariane permanece em Persephone, buscando respostas, enquanto Thomas luta pela sobrevivência com o tanque de oxigênio comprometido. A narrativa alterna entre os dois perfis ao longo de onze capítulos.

Direção de Florent Guillaume, conhecido por Tell Me Why, imprime ao título um tom cinematográfico. A premissa de sobrevivência, mistério e relacionamento entre os protagonistas sustenta o interesse, ainda que parte da trama dependa de diálogos, registrado de áudio e documentos espalhados pelo cenário.

O gameplay prioriza exploração e resolução de puzzles, com pouco foco em combate direto. A experiência, com duração próxima de dez horas, mistura elementos de Tomb Raider e walking simulators. Quando controlamos Ariane, há escaladas, uso de arpéu e puzzles energéticos; em trechos com Thomas, a lógica e a observação ganham peso por conta do oxigênio debilitado.

A alternância entre as duas perspectivas cria um ritmo que evita a fadiga, mas há repetições em encontros com a criatura alienígena que antagoniza a história. Além disso, a estrutura linear faz com que cenários semelhantes aumentem a sensação de caminhar por corredores gelados.

Gráficos e direção de arte aparecem como pontos fortes, com Persephone renderizada em Unreal Engine, texturas detalhadas e iluminação que reforçam o isolamento. No entanto, alguns recursos técnicos, animações e comportamentos da criatura mostram falta de refinamento em determinados momentos.

Em resumo, Aphelion entrega uma experiência de ficção científica cinematográfica e relativamente realista, com acertos na premissa e na alternância de gameplay, mas falha em manter o impacto ao longo de toda a narrativa. O jogo é recomendado para assinantes do Game Pass e para quem busca uma aventura narrativa curta, com potencial de melhora em futuras atualizações.

Notas do Voxel: nota 70. Entre os prós estão a premissa, a alternância entre protagonistas e a estética de Persephone; entre os contras, a linearidade, a repetição de encontros, o refinamento técnico aquém do esperado e a memorabilidade da história.

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