- Screamer retorna em 2026, sob a Milestone, com um reboot arcade centrado em drift e corrida rápida.
- O modo história adota estética de anime/visual novel, ambientado na metrópole Neo Rey, com diálogos em idiomas diferentes e opção de pular as falas.
- A jogabilidade enfatiza drift: direção pelo analógico esquerdo, drift pelo direito e câmbio manual para retomar velocidade.
- O game oferece modos variados (campanha, desafios de tempo e destruição, rachas solo e em equipe) e multiplayer online/dividido, com boa possibilidade de desbloqueios e personalização.
- Em resumo, é um arcade de corrida clássico com visual vibrante dos anos oitenta, que funciona bem para quem gosta de drift, apesar de IA desbalanceada em dificuldades altas e alguns problemas de conectividade.
A reestreia de Screamer, franquia obscura dos anos 90, chega sob a chancela da Milestone. O reboot chega em 2026 mantendo o espírito arcade, com foco em drift e corridas em fases, em contraste com os mundos abertos de Forza e Need for Speed. A proposta é revisitar o estilo de fliperama.
A história ganha corpo com uma campanha que lembra arcos de anime, preservando o visual estilizado inspirado em 1980 e 1990. O enredo envolve grupos de corredores em Neo Rey, uma metrópole futura onde conspirações surgem entre rachas clandestinos.
Em relação ao original, o grande diferencial está no modo história em visual novel. O jogador acompanha times com motivações próprias, enquanto diálogos abundantes marcam os embates, com textos em português e cada personagem falando em seu idioma nativo.
Flerte com visual novel
A narrativa dá lugar a sessões de corrida, mas o enredo não é o único foco. O jogo equilibra a ação com desenvolvimento de personagens e relações entre equipes, que sustentam a progressão ao longo da campanha.
Para quem prefere ir direto à ação, há opção de pular diálogos. A presença de falas em diferentes línguas confere realismo às interações entre corredores, mantendo o idioma original de cada personagem.
Drift e câmbio manual dão tempero às corridas
O que atrai mesmo são as corridas. O jogo entrega peso único aos automóveis e uma sensação de velocidade intensa, reminiscentes de Burnout e dos títulos clássicos de Need for Speed.
A mecânica de drift domina a jogabilidade: o direcional esquerdo controla a trajetória, o direito gerencia o drift, e a retomada exige câmbio manual para manter o ritmo sem perder o controle.
Mesmo em níveis baixos de dificuldade, a IA é agressiva. Rivalidades são comuns, com ataques laterais que podem inverter o placar, seguindo o espírito de destruição típico de arcade.
Corridas democráticas
Além da campanha, Screamer oferece modos diversos, desde desafios de tempo e destruição até corridas solo ou em equipe. O multiplayer está presente, com opções online e tela dividida, embora o matchmaking às vezes puxe a fila.
A progressão desbloqueia pilotos, percursos, equipamentos e peças. O esquema de desbloqueio favorece quem dedica mais tempo ao jogo, mantendo o ritmo de grind típico de jogos de tuning.
A personalização chega em equilíbrio, com opções de carrocerias, escapamentos, rodas e iluminação. Algumas peças exigem tarefas específicas para serem liberadas, aumentando o desafio.
Avaliação
O reboot mantém a proposta arcade e a estética anime dos anos 1980, sem abrir mão da diversão centrada no drift. Screamer reapresenta a essência do passado com visão contemporânea, sem buscar modismos do gênero.
A experiência é consistente, com modos variados e boa sensação de velocidade. Corridas técnicas, com boa resposta de direção, compõem o cerne do título, que entrega entretenimento rápido e direto.
Notas: 80
#### Pontos positivos
- Modos variados, incluindo coop e online
- Velocidade e sensação de adrenalina constantes
- Drift e câmbio manual definidos
- Personagens cativantes no modo história
- Visual de anime dos anos 1980
#### Pontos negativos
- Campanha em formato visual novel pode não agradar
- IA pode ser desequilibrada em dificuldades altas
- Questões de conectividade aparecem em alguns casos
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