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Aphelion aposta na emoção espacial, mas falha na performance

Experiência visual marcante, porém jogabilidade irregular e ritmo oscilante; mescla exploração, escalada e furtividade sem fechar a experiência

Aphelion aposta na emoção espacial, mas tropeça na performance
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  • Aphelion é o novo título da Don’t Nod, que busca unir elementos de Life is Strange e Jusant em uma ficção científica com colaboração da Agência Espacial Europeia (ESA).
  • A história acompanha Ariane e Thomas, dois astronautas enviados ao planeta gelado Perséfone em 2060 para avaliar se pode servir de novo lar; após um acidente, eles ficam em locais diferentes e precisam sobreviver e se reencontrar.
  • O gameplay alterna entre Ariane, ágil e focada em escaladas, e Thomas, com mobilidade reduzida e foco em quebra-cabeças e gestão de oxigênio; o planeta é belo, hostil e silencioso.
  • O jogo é linear, mistura exploração, escalada, puzzles e furtividade, mas apresenta movimentação irregular, animações inconsistentes e repetição de ações, o que reduz a sensação de descoberta.
  • Visualmente, usa Unreal Engine 5 e oferece cenários que lembram pinturas congeladas; a trilha sonora é atmosférica, a localização em PT-BR é boa, e a experiência completa fica entre seis e sete horas.

A Don’t Nod lança Aphelion, jogo de ficção científica em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA). Situado no interior de um cenário “pé no chão”, o título reúne narrativa marcada pela exploração e pela tensão entre dois astronautas. O enredo envolve Ariane e Thomas, enviados ao planeta Perséfone em 2060 para avaliar se pode abrigar a humanidade.

A história começa com um acidente que separa os protagonistas após a queda da nave. Cada um fica em zonas distintas do planeta gelado, oferecendo perspectivas distintas ao jogador. A experiência alterna entre travessia dinâmica de Ariane e quebra-cabeças de Thomas.

Duas faces da sobrevivência em Perséfone

Ariane assume o ritmo mais ágil, com escaladas e deslocamentos verticais, lembrando Jusant. Gancho e superfícies instáveis criam sensação de fluidez no início, promovendo descoberta e exploração. Thomas, com mobilidade reduzida, foca em gerenciamento de recursos e resolução de enigmas.

O planeta é descrito como belo, hostil e silencioso. Paisagens congeladas, fenômenos estranhos e presença alienígena sugerem atmosfera intensa, especialmente quando a ação fica muda. O design busca sustentar a imersão pela estética.

Quando o jogo começa, algo se perde

A narrativa é linear em terceira pessoa, com exploração, escalada, enigmas e furtividade. A ideia de fusionar Uncharted com propostas mais contemplativas é clara, mas a execução carece de consistência.

A movimentação é irregular; animações não acompanham plenamente a ambição. A alternância entre as personagens, ainda que interessante, é pouco equilibrada na prática. A repetição de ações reduz o senso de descoberta.

Aspectos técnicos e sensoriais

Não há combate direto; a ameaça vem da entidade alienígena que persegue os protagonistas. A atmosfera, porém, fica prejudicada por mecânicas genéricas, tornando o encontro com o monstro de fumaça repetitivo.

Visualmente, Aphelion utiliza Unreal Engine 5 e oferece cenários que parecem pinturas congeladas, frias e distantes. A trilha sonora orquestral sustenta a atmosfera, preenchendo lacunas deixadas pelo gameplay.

A localização para o português do Brasil é bem cuidada, com menus e legendas adaptados. A dublagem não está presente em PT-BR, mas as performances em inglês ajudam a manter o tom emocional. A duração fica entre 6 e 7 horas.

Considerações finais

A proposta cinematográfica é ressaltada por momentos de qualidade, especialmente para fãs de ficção científica introspectiva. No entanto, a experiência não fecha com o mesmo impacto do início, falhando em aprofundar a mecânica ou a emoção.

Aphelion está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series. A análise utiliza versão de PlayStation 5 fornecida pela produtora.

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