- A Urnas Bignotto, fabricante de urnas de Cordeirópolis, criou caixões temáticos inspirados em Super Mario, gerando reação de fãs nas redes.
- A empresa afirma que não possui licença nem vínculo oficial com a Nintendo; os modelos não estão à venda e servem apenas como conceito.
- A produção é manual e a capacidade da fábrica é de até 1.200 urnas por dia, com acabamento feito por um único colaborador em cada peça.
- Antes do Mario, a linha teve inspirações em Barbie e nos Padrinhos Mágicos; o objetivo é chamar atenção e abrir diálogo com o público.
- A repercussão chegou à Nintendo, que afirmou avaliar casos individualmente; por ora não houve demanda de clientes nem venda dos caixões temáticos.
A Urnas Bignotto, fabricante brasileira com mais de 60 anos de atuação em Cordeirópolis, apresentou recentemente uma linha de caixões temáticos inspirados em personagens de videogame, incluindo o universo de Super Mario Bros. A proposta gerou piadas e curiosidade nas redes, mas a empresa afirma que não vende os modelos.
Segundo a empresa, a ideia foi criada como conceito criativo para testar novas formas de comunicação em um setor tradicional. O objetivo é provocar reação do público e ampliar o diálogo com o público geral, sem finalizar produtos no mercado.
A produção é manual, com acabamento feito por um operador com pistola de pintura, o que garante maior detalhamento. A capacidade industrial da Urnas Bignotto chega a até 1.200 urnas por dia, mas os modelos temáticos continuam sem venda.
Ideia nasceu como conceito — e não como produto
A iniciativa partiu de um dos diretores e foi abraçada pelo marketing da empresa, que afirma não haver vínculo oficial com marcas ou licenciamento. Não existe licença da Nintendo para uso de personagens como Mario, Luigi, Peach ou Yoshi.
Por não possuírem autorização, as urnas temáticas não entraram no catálogo oficial nem são vendidas a consumidores finais. A empresa diz que os modelos servem como estudo conceitual para avaliar interesse do público e possíveis caminhos futuros no setor funerário.
Antes do Mario, a Urnas Bignotto já havia trabalhado com temas de cultura pop, como Barbie e Os Padrinhos Mágicos, sempre com foco em impacto visual e discussão sobre o tema entre o público.
Reação e posicionamento da indústria
A repercussão online chamou a atenção de clientes do setor funerário, que não constroem licenças com marcas de entretenimento. A empresa reforça que não houve demanda de clientes e que o objetivo é abrir diálogo com o público, sem comercialização.
A Nintendo recebeu informações sobre a iniciativa e avaliou o caso internamente, observando que casos assim são analisados pela equipe de propriedade intelectual. A empresa não confirmou ações, apenas indicou que a avaliação ocorre caso a caso.
Com o sucesso de público, a Urnas Bignotto mantém o status dos caixões como estudo conceitual, sem vínculo comercial com marcas ou instituições. A empresa enfatiza que não há venda nem preço definido para esses itens.
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