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Como uma única música levou à criação de todo o Mixtape

Mixtape, da Beethoven and Dinosaur, surge a partir de That’s Good, de Devo; o jogo usa trilha licenciada com garantia de direitos em perpetuidade

© Beethoven & Dinosaur / Kotaku
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  • O jogo Mixtape, da Beethoven and Dinosaur, nasceu a partir da música That’s Good de Devo e usa-a como abertura da história.
  • O diretor é Johnny Galvatron e o projeto é realizado em parceria com a Annapurna Interactive, destacando uma narrativa de amadurecimento.
  • A equipe estruturou o jogo em torno de um mixtape de “hits” escolhidos para acompanhar a história, usando um processo de teste com uma “slice horizontal” para checar ritmo e coesão.
  • As licenças das músicas foram asseguradas para permanência, entre artistas citados estão Smashing Pumpkins; Pink Floyd foi considerado, mas não confirmado.
  • Mixtape se aproxima do Artful Escape em que o foco é a experiência de ouvir música, diferente do papel de músico, enfatizando como as canções moldam as cenas e as emoções dos personagens.

Beethoven and Dinosaur revela que o jogo Mixtape nasceu a partir de uma música. A faixa That’s Good, de Devo, abre o título ao mostrar Stacy Rockford e os amigos andando de skate na noite final na Blue Moon Lagoon. O diretor criativo, Johnny Galvatron, disse que quis criar um game com essa música e, a partir dela, surgiu a ideia de um mixtape com os maiores sucessos de Galvatron.

A dupla de Melbourne, que migrou de uma carreira na banda punk The Galvatgrons para criar a Beethoven and Dinosaur em 2017, entrega um romance de aprendizado interativo. Em parceria com a Annapurna Interactive, Mixtape aposta em uma narrativa de amadurecimento que ressoa com fãs de estética dos anos 90 e quem aprecia a autorreferência musical dos protagonistas.

Mixtape e a construção musical

Os criadores trabalham para que a seleção de músicas tenha função narrativa, não apenas ambiente. O objetivo é que cada faixa dite a cadência da história, com cenas e mecânicas de jogo que traduzam o estado mental da protagonista por meio da música.

A produção buscou tratar cada faixa como homenagem ao artista, evitando que as músicas soem apenas como trilha de fundo. O time avaliou como alternar entre canções, com transições que possam soar tão marcantes quanto o formato de um mixtape.

O supervisor musical assegurou que os direitos de uso das músicas fossem assegurados em caráter perpétuo, prevenindo futuros problemas de disponibilidade. A equipe considerou inclusive a possibilidade de incluir faixas de grandes nomes, mas a prioridade foi manter a autenticidade da experiência.

O tom visual e a relação com o som

Entre as escolhas, há referências a artistas como Smashing Pumpkins, que aparecem integrados de forma direta à narrativa. Os próprios criadores destacam que a experiência busca conectar a percepção emocional do jogador ao que a personagem sente em cada faixa.

Mixtape representa, segundo os produtores, mais do que um conjunto de canções: é uma exploração sobre como a música pode moldar lembranças e identidades. O estúdio compara o projeto com seu título anterior, Artful Escape, mas ressalta que Mixtape privilegia o papel do ouvinte como artilheiro da história.

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