- Durante as décadas de oitenta e noventa, os clones brasileiros ajudaram a popularizar videogames no país, em um contexto de restrições de importação e ausência de fabricantes oficiais.
- Os consoles reproduziam hardware de Atari 2600, NES e Master System, com adaptações para o público brasileiro e recursos exclusivos.
- Hoje é possível encontrar esses clones, tanto os antigos quanto versões modernas, em marketplaces e lojas retrô, com preços variando conforme o estado de conservação.
- A lista dos 10 consoles brasileiros que marcaram a era dos clones: Phantom System, Dynavision III, Turbo Game / Top Game VG-9000, Bit System, Super Charger, Dactar, Supergame VG-2800, VJ 9000, Onyx Júnior e Splice Vision.
- Destaques: Phantom System é um dos clones de NES mais famosos; Dynavision III tem o sistema Dual System; Bit System reproduz visual do NES; Onyx Júnior trouxe botão Pause; Splice Vision é considerado raro pelo design do controle.
O Brasil viveu, nas décadas de 1980 e 1990, uma era marcada pelo surgimento de consoles clones. Em meio a restrições de importação e a ausência de fabricantes internacionais atuando oficialmente no mercado, empresas nacionais criaram versões inspiradas em Atari 2600, NES e Master System. Esses aparelhos uniram design próprio, recursos inéditos e, muitas vezes, maior acessibilidade.
Esses clones foram decisivos para popularizar os videogames no país. Diversas empresas desenvolveram hardware compatível com cartuchos dos padrões que já circulavam no mercado, ampliando opções para os jogadores. Com o tempo, muitos modelos passaram a ser vistos como parte da história da indústria de games brasileira.
Consoles brasileiros da era dos clones
Phantom System (Gradiente): lançado em 1989, tornou‑se o clone de NES mais famoso do Brasil. A carcaça seguia o visual de Atari 7800 com controles no estilo Mega Drive. Compatível com cartuchos de 72 pinos, ajudou a levar jogos da Nintendo ao país antes da chegada oficial da empresa.
Dynavision III (Dynacom): destacou‑se pelo sistema Dual System, que aceitava cartuchos japonês e americano sem adaptadores. Possuía entradas para 60 e 72 pinos, ampliando a biblioteca disponível e facilitando o acesso a títulos variados, o que consolidou seu recall entre fãs.
Turbo Game / Top Game VG-9000 (CCE): um dos modelos mais conhecidos da empresa, oferecia compatibilidade com cartuchos dos padrões americano e japonês. Design inicial e controles incomuns destacaram o produto no mercado brasileiro, tornando-o referência entre os clones.
Bit System (Dismac): seguiu uma linha fiel ao NES americano, com a tampa frontal característica. Acompanhavam‑se acessórios, como uma pistola para jogos de tiro, o que ampliou a experiência de uso e a demanda entre os fãs de Nintendo no Brasil.
Continuando a relação
Super Charger (IBTC): diferiu ao se inspirar no Famicom japonês, com aparência branca e vermelha. Utilizava cartuchos de 60 pinos, oferecendo acesso a uma biblioteca diferente e atraindo quem buscava jogos importados ou variantes do universo Nintendo.
Dactar (Milmar): portátil dentro de uma maleta de plástico, teve destaque pela durabilidade dos controles. A ideia de transporte facilitou o uso em visitas a amigos, marcando presença entre os clones da época.
Supergame VG-2800 (CCE): referência inicial da CCE no segmento, baseado no Atari 2600 com ampla compatibilidade de cartuchos. Enfrentou críticas pela fragilidade de seus joysticks em jogos com ações rápidas.
VJ 9000 (Dismac): outro clone de Atari, ficou conhecido pelo acabamento superior e pela adaptação de nomes de jogos para o mercado local. A prática gerou curiosidades entre os consumidores.
Onyx Júnior (Microdigital): entre os mais raros hoje, tinha design verde‑oliva inspirado no Coleco Gemini. Contava com um botão de Pause direto no console, recurso pouco comum na época.
Splice Vision (Splice): lançado em 1983, é um dos modelos mais raros. Clone do ColecoVision, chamou a atenção pelo controle que combinava direcional com teclado numérico, similar ao telefone. Colecionadores valorizam unidades bem conservadas.
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