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Geração Z abandona aplicativos e redescobre o amor no ‘slow dating’ em Madri

- O "slow dating" surge como alternativa aos aplicativos de namoro, em Madri. - Eva Sánchez, criadora do conceito, busca conexões autênticas após desilusões. - Eventos mensais promovem interações reais, com atividades para quebrar o gelo. - Queda de 20% nos downloads de aplicativos reflete mudança na Geração Z. - Psicóloga destaca que o "slow dating" ajuda a combater a solidão e a desilusão.

Em Madri, um novo conceito de “slow dating” atrai solteiros em busca de conexões mais significativas. Criado por Eva Sánchez, uma diretora criativa de 28 anos, o evento reúne cerca de vinte participantes, entre 25 e 35 anos, que se reúnem mensalmente para interagir sem a pressão dos aplicativos de relacionamento. Após uma desilusão com […]

Em Madri, um novo conceito de “slow dating” atrai solteiros em busca de conexões mais significativas. Criado por Eva Sánchez, uma diretora criativa de 28 anos, o evento reúne cerca de vinte participantes, entre 25 e 35 anos, que se reúnem mensalmente para interagir sem a pressão dos aplicativos de relacionamento. Após uma desilusão com um pretendente que desapareceu, Eva decidiu promover encontros que priorizam a interação pessoal, utilizando jogos e atividades para quebrar o gelo.

Os aplicativos de namoro, como Tinder e Bumble, enfrentam uma queda significativa no uso, com downloads reduzidos em quase 20% desde 2020, conforme dados da Sensor Tower. A avaliação do Match Group, que inclui o Tinder, despencou de 47 bilhões de euros (aproximadamente 293 bilhões de reais) em 2021 para 7,7 bilhões de euros (cerca de 48 bilhões de reais) atualmente. Essa mudança reflete uma preferência crescente da Geração Z por encontros presenciais, em detrimento das interações digitais.

Damian, um participante de 33 anos, abandonou os aplicativos após perceber seu “lado sombrio”, optando por socializar pessoalmente. Isabel, uma chilena de 28 anos, também destaca a dificuldade de interações diretas, que se tornaram estranhas em um ambiente saturado de tecnologia. A psicóloga Esther Jiménez observa uma desilusão entre os jovens, que muitas vezes vão a encontros sem a intenção de se conectar, resultando em decepções e baixa autoestima.

O “slow dating” se destaca por oferecer um espaço onde os participantes se sentem vistos e menos defensivos, promovendo conexões genuínas. Jiménez ressalta que o foco deve ser na qualidade das interações, questionando se estamos consumindo pessoas ou buscando verdadeiras conexões. Essa abordagem parece ressoar com aqueles que anseiam por relacionamentos mais autênticos em um mundo cada vez mais digitalizado.

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