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Marcelo Papa destaca os vinhos icônicos da Concha y Toro no Vale do Limarí

- A linha Amelia da Concha y Toro é renomada por seu Chardonnay e Pinot Noir. - O enólogo Marcelo Papa apresentou inovações na produção durante degustação no Brasil. - Mudanças incluem menos uso de barricas novas e testes com diferentes cortiças. - Uvas de Quebrada Seca foram incorporadas ao Pinot Noir, aumentando frescor. - Terroir do Vale do Limarí, com camanchaca, é crucial para a qualidade dos vinhos.

A linha Amelia, da Concha y Toro, é reconhecida como o “ícone branco” da vinícola, destacando-se com seu Chardonnay e Pinot Noir provenientes da região costeira de Limarí, no Chile. O enólogo Marcelo Papa enfatizou a importância de selecionar os melhores terroirs para a produção desses vinhos, que se caracterizam por frescor e potencial de […]

A linha Amelia, da Concha y Toro, é reconhecida como o “ícone branco” da vinícola, destacando-se com seu Chardonnay e Pinot Noir provenientes da região costeira de Limarí, no Chile. O enólogo Marcelo Papa enfatizou a importância de selecionar os melhores terroirs para a produção desses vinhos, que se caracterizam por frescor e potencial de guarda, influenciados pela neblina da camanchaca e pelos solos calcários e argilosos da região.

Durante uma degustação vertical de três safras, Papa explicou que a ausência da Cordilheira da Costa permite uma influência direta do Oceano Pacífico, criando condições ideais para a viticultura. Ele destacou que os solos argilosos-calcários contribuem para a estrutura e a tensão dos vinhos, resultando em um Chardonnay e um Pinot Noir com frescor e precisão. A experiência de Papa na Califórnia também moldou sua abordagem, buscando vinhos mais austeros e com maior acidez.

As técnicas de produção do Amelia evoluíram, com uma redução no uso de barricas novas, priorizando a acidez natural. Atualmente, apenas 10% a 15% das barricas são novas, o que resulta em vinhos com menos madeira e mais mineralidade. Papa está testando diferentes tipos de cortiça para garantir que os vinhos mantenham sua qualidade entre cinco e dez anos de guarda, evitando variações indesejadas, especialmente em variedades delicadas como o Chardonnay.

No que diz respeito ao Pinot Noir, as mudanças incluem o aumento do uso de engaços na fermentação, o que melhora a textura dos vinhos. A partir de 2022, um terço da mistura do Pinot Noir vem de Quebrada Seca, trazendo uma fruta mais negra e um perfil fresco e tenso, comparável a vinhos da Borgonha. Essas inovações visam aprimorar a qualidade e a singularidade dos vinhos da linha Amelia.

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