A London Fashion Week, tradicionalmente conhecida por sua teatralidade e designs inovadores, enfrenta desafios significativos, como custos operacionais elevados e a diminuição do interesse global. Durante a abertura do evento, a CEO do British Fashion Council, Caroline Rush, destacou a importância de conexões significativas e a resiliência da comunidade de moda. Com a chegada de […]
A London Fashion Week, tradicionalmente conhecida por sua teatralidade e designs inovadores, enfrenta desafios significativos, como custos operacionais elevados e a diminuição do interesse global. Durante a abertura do evento, a CEO do British Fashion Council, Caroline Rush, destacou a importância de conexões significativas e a resiliência da comunidade de moda. Com a chegada de Laura Weir como nova CEO em abril, o setor se prepara para um novo capítulo, enfatizando a criatividade como um pilar fundamental.
Apesar das dificuldades, a semana de moda apresentou uma variedade de talentos, desde nomes consagrados como Paolo Carzana e Dilara Findikoglu até novas marcas incubadas pelo Fashion East. Findikoglu, que retornou após uma pausa, apresentou uma coleção impactante, incluindo um corset de cobra usado pela supermodelo Lara Stone. O local, Electrowerkz, conhecido por suas festas alternativas, complementou os designs subversivos da estilista, que atraem celebridades como Lady Gaga e Madonna.
Marcas estabelecidas como Roksanda, Simone Rocha e Erdem mantiveram suas identidades, apresentando coleções inspiradas em artistas e contos infantis. Roksanda utilizou combinações de cores inusitadas, enquanto Erdem colaborou com a artista Kaye Donachie para criar peças que pareciam pinturas aquareladas. Simone Rocha, por sua vez, trouxe elementos da fábula “A Tartaruga e a Lebre”, com modelos exibindo acessórios temáticos.
Além dos desfiles, muitos designers optaram por formatos alternativos, como apresentações privadas e colaborações com marcas de moda atlética. Tolu Coker mencionou que a escolha de uma apresentação se alinha melhor com a identidade de sua marca, refletindo uma possível mudança permanente na forma como as coleções são apresentadas. Enquanto alguns designers decidiram não participar da temporada, focando no desenvolvimento de suas criações, outros, como Jonathan Anderson e Molly Goddard, também se afastaram dos desfiles tradicionais, mostrando que a inovação na moda pode ocorrer fora das regras convencionais.
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