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Tapa-sexo: da pré-história ao Carnaval, a evolução de um acessório polêmico

- O tapa-sexo, acessório do Carnaval, tem raízes em vestimentas pré-históricas. - A peça evoluiu com o tempo, refletindo mudanças culturais desde a década de 1960. - Em 1989, Enoli Lara desfilou nua, levando à proibição da nudez pela Liesa. - O tapa-sexo tornou-se essencial após a proibição, destacando-se nas fantasias. - Normas sobre nudez variam entre Rio e São Paulo, impactando desfiles.

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O tapa-sexo, acessório controverso do Carnaval brasileiro, tem uma história que remonta a cerca de sete mil anos a.C., quando era utilizado por povos pré-históricos para proteger os órgãos genitais. Segundo o livro “Linha do tempo: Uma viagem pela história da humanidade”, da jornalista Cláudia de Castro, a peça evoluiu ao longo dos séculos, adquirindo […]

O tapa-sexo, acessório controverso do Carnaval brasileiro, tem uma história que remonta a cerca de sete mil anos a.C., quando era utilizado por povos pré-históricos para proteger os órgãos genitais. Segundo o livro “Linha do tempo: Uma viagem pela história da humanidade”, da jornalista Cláudia de Castro, a peça evoluiu ao longo dos séculos, adquirindo diferentes formas e significados. A coordenadora do curso de Têxtil e Moda da Universidade de São Paulo, Cláudia Garcia Vicentini, destaca que o tapa-sexo se tornou mais popular com a moda das transparências, especialmente durante o Carnaval.

A presença de pele exposta no Carnaval começou a se intensificar na década de 1960, com a introdução dos biquínis e a primeira passista, Paula do Salgueiro. Com o passar dos anos, os trajes foram se tornando mais ousados, culminando em 1989, quando a modelo Enoli Lara desfilou nua na Sapucaí, o que levou à proibição da “genitália desnuda” pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) no ano seguinte. Essa censura provocou reações, como o enredo “Todo mundo nasceu nu”, apresentado por Joãosinho Trinta.

Após essa mudança, o tapa-sexo se consolidou como um elemento essencial nos desfiles a partir dos anos 90, adaptando-se às novas exigências. Cláudia Vicentini observa que o acessório reflete uma exposição midiática crescente do Carnaval, que mudou significativamente nos últimos anos. Atualmente, os modelos mais comuns incluem o gancho de metal, adesivos e calcinhas de tecido transparente que simulam a nudez.

As normas sobre nudez variam entre as capitais: no Rio, as regras permanecem as mesmas desde a década de 1990, enquanto em São Paulo, o regulamento não especifica punições para nudez, mas prevê penalidades para comportamentos inadequados. Essa diferença reflete a evolução cultural e as percepções sobre a nudez nas festividades.

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