O setor de vinhos da Argentina encerrou 2024 com uma queda de 1,2% nas vendas internas, embora inicie 2025 com otimismo, impulsionado pela expectativa de recuperação econômica e desaceleração da inflação. Mario González, presidente da Corporación Vitivinícola Argentina (Coviar), destacou que a queda foi menor do que o previsto, considerando que o consumo de bebidas […]
O setor de vinhos da Argentina encerrou 2024 com uma queda de 1,2% nas vendas internas, embora inicie 2025 com otimismo, impulsionado pela expectativa de recuperação econômica e desaceleração da inflação. Mario González, presidente da Corporación Vitivinícola Argentina (Coviar), destacou que a queda foi menor do que o previsto, considerando que o consumo de bebidas no país caiu entre 16% e 18% no ano anterior. Ele observou que, em tempos de recessão, o vinho é um dos primeiros produtos a sofrer, mas a situação poderia ter sido pior.
No mercado externo, as exportações do setor alcançaram US$ 933 milhões, com um crescimento de 15,3% em relação a 2023. As vendas de vinho a granel também mostraram resultados positivos, com um aumento de 13,6% no total, e o vinho branco teve um crescimento notável de 24,5%. González enfatizou que, apesar das dificuldades, houve um crescimento significativo em várias categorias, incluindo suco de uva e uvas passas, e que novas variedades de uva estão ganhando espaço no mercado.
O presidente da Coviar mencionou a importância de regras claras e redução de impostos para o setor, que enfrenta uma alta carga tributária. Ele também comentou sobre a necessidade de segurança jurídica e um ambiente macroeconômico estável para atrair investimentos. González expressou a esperança de que a situação melhore em 2025, afirmando que o setor está se adaptando e buscando alternativas para atender às novas preferências dos consumidores, especialmente em relação ao vinho branco.
Por fim, ele ressaltou que o setor está em um momento decisivo, analisando cuidadosamente cada situação. Apesar das margens de lucro reduzidas, a presença no mercado continua sendo uma prioridade. González concluiu que a expectativa é de que a inflação diminua e que a moeda se estabilize, permitindo um planejamento mais eficaz para o futuro do setor vitivinícola argentino.
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