A Alemanha se consolidou como referência na produção de vinhos brancos, especialmente com a uva Riesling, que é altamente valorizada por sommeliers devido à sua complexidade. Para celebrar essa variedade, a Semana do Riesling está em andamento até o dia 16 de abril, com sete estabelecimentos em São Paulo oferecendo novos rótulos em jantares harmonizados […]
A Alemanha se consolidou como referência na produção de vinhos brancos, especialmente com a uva Riesling, que é altamente valorizada por sommeliers devido à sua complexidade. Para celebrar essa variedade, a Semana do Riesling está em andamento até o dia 16 de abril, com sete estabelecimentos em São Paulo oferecendo novos rótulos em jantares harmonizados e degustações em “flights”. Os locais participantes incluem Sede 261, NOMO Restaurante, Restaurante Banana Verde, Conceição Discos & Comes, Praça São Lourenço, Makoto Cidade Jardim e Ping Yang Thai Bar & Food.
No dia 12 de abril, a Enocultura, localizada nos Jardins, realizará uma feira dedicada aos vinhos alemães, com destaque para a Riesling e outras castas como a Sylvaner. O evento ocorrerá das 18h às 21h, com ingressos a R$ 190, sendo que R$ 100 são descontados na compra de vinhos. A iniciativa é promovida pela Weinkeller, a única importadora brasileira focada exclusivamente em rótulos alemães, que foi criada em 2012 em um cenário de preconceito em relação aos vinhos do país.
Vivien Kelber, sócia da Weinkeller, destaca que, na época da fundação, os vinhos brancos eram menos consumidos e considerados complicados. A legislação alemã sobre vinhos é complexa, com diversas graduações de qualidade, desde Qualitätswein até Trockenbeerenauslese (TBA), que indica vinhos de alta qualidade e açúcar residual elevado. A percepção sobre o açúcar nos vinhos também é diferente, com rótulos que podem ser considerados secos mesmo com níveis mais altos de açúcar residual.
Atualmente, a produção de Riesling na Alemanha representa 40% do total mundial, com a região de Pfalz liderando com quase 6 mil hectares dedicados à variedade. Em Rheingau, a Riesling compõe 78% dos vinhedos. Os produtores estão se adaptando às novas demandas do mercado, focando em vinhos secos e frescos ou em opções doces de sobremesa, enquanto os “meio secos”, que contribuíram para a má fama dos vinhos alemães, estão em declínio.
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