A edição de outono-inverno 2025 da Paris Fashion Week, encerrada na terça-feira, 11 de março, apresentou uma programação repleta de desfiles impactantes. Entre os destaques, novas lideranças como Julian Klausner na Dries Van Noten, Sarah Burton na Givenchy e Haider Ackermann na Tom Ford trouxeram visões inovadoras para as casas tradicionais. Os designers evitaram declarações […]
A edição de outono-inverno 2025 da Paris Fashion Week, encerrada na terça-feira, 11 de março, apresentou uma programação repleta de desfiles impactantes. Entre os destaques, novas lideranças como Julian Klausner na Dries Van Noten, Sarah Burton na Givenchy e Haider Ackermann na Tom Ford trouxeram visões inovadoras para as casas tradicionais. Os designers evitaram declarações políticas explícitas, focando em um espaço de escapismo e sutis explorações de empoderamento, com um toque de humor e ironia, conforme observado por Alix Morabito, diretora de compras de moda feminina da Galeries Lafayette.
O conceito de “officecore” dominou as passarelas, refletindo o retorno ao ambiente de trabalho. Ackermann, em sua estreia na Tom Ford, apresentou uma nova interpretação do icônico “Perfecto”, enquanto a Stella McCartney criou um ambiente de escritório para seu desfile, com modelos usando peças inspiradas nos anos 80, como jaquetas de ombros largos e saias lápis. A Balenciaga também explorou a alfaiataria, com um foco em padrões e a versatilidade das peças, como blazers que acomodam um hoodie por baixo.
A estética retro foi uma tendência marcante, com designers como Klausner e Alessandro Michele da Valentino reinterpretando elementos do passado. Klausner utilizou o Opéra Garnier como palco, transformando detalhes clássicos em peças contemporâneas. Michele, por sua vez, apresentou uma coleção que misturava lingerie e roupas de festa em um ambiente que evocava a atmosfera de uma boate. A Chloé trouxe influências dos anos 70 e do estilo “indie sleaze”, enquanto a Givenchy, sob a direção de Burton, revisitou silhuetas icônicas, criando um diálogo entre o passado e o presente.
As modelagens desta temporada destacaram silhuetas amplas e arredondadas, com ombros flutuantes e golas exageradas, buscando suavizar as formas femininas. Essa abordagem contrasta com as linhas retas dos anos 80, priorizando a celebração das curvas. A Alaïa e a Stella McCartney, tradicionalmente conhecidas por suas linhas retas, também se renderam a essas formas mais esculturais, refletindo uma nova tendência que valoriza a feminilidade em suas diversas expressões.
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