Durante o mês sagrado do Ramadan, a cidade de Tajoura, localizada a leste de Trípoli, na Líbia, se une para preparar e compartilhar um prato tradicional: o bazin. Este alimento é especialmente apreciado durante o iftar, a refeição que marca o fim do jejum diário. O bazin, feito de farinha de cevada não fermentada, é […]
Durante o mês sagrado do Ramadan, a cidade de Tajoura, localizada a leste de Trípoli, na Líbia, se une para preparar e compartilhar um prato tradicional: o bazin. Este alimento é especialmente apreciado durante o iftar, a refeição que marca o fim do jejum diário. O bazin, feito de farinha de cevada não fermentada, é geralmente servido com um ensopado rico em vegetais e carne de cordeiro, embora, devido à instabilidade no país nos últimos anos, um simples molho de tomate possa ser utilizado como alternativa.
A preparação do bazin é uma atividade comunitária que envolve moradores de todas as idades. Os homens da cidade costumam se reunir em uma cozinha comunitária improvisada, onde utilizam longas varas de madeira para misturar a farinha de cevada com água em grandes panelas. Após a mistura, outros voluntários amassam a massa, moldando-a em grandes bolos que se assemelham a enormes bolinhos, prontos para serem assados ou cozidos no vapor.
Uma vez que o bazin está pronto, os voluntários distribuem o prato para as pessoas que se alinham do lado de fora, ansiosas para levar a refeição para casa e quebrar o jejum. Este ato de compartilhar não apenas alimenta, mas também fortalece os laços comunitários durante um período de intensa espiritualidade e caridade.
O Ramadan é um momento de oração e reflexão, e em Tajoura, o bazin simboliza a união e a solidariedade entre os moradores. A tradição de preparar e compartilhar este prato é uma expressão da resiliência da comunidade, mesmo em tempos difíceis.
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