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Vinhos do Luberon: frescor e equilíbrio em meio ao desafio da mudança climática

Viticultores do AOC Luberon inovam com práticas sustentáveis e novas variedades de uvas para enfrentar os desafios do aquecimento global.

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O AOC Luberon é uma região vinícola no sul da França, com cerca de seis mil e duzentos hectares de vinhedos. O clima é mediterrâneo, mas também recebe influências de áreas mais frias, o que ajuda a manter a frescura dos vinhos. Os produtores estão se adaptando ao aquecimento global, usando novas técnicas e variedades de uvas. Romain Dol, de um dos vinhedos, fala sobre a importância de ter diferentes tipos de uvas para garantir que os vinhos mantenham sua acidez e frescor. Ele também menciona que é preciso cuidar bem das plantas e usar irrigação quando necessário. Sylvain Morey, de outro vinhedo, destaca que entender as diferentes terras da região é fundamental para criar vinhos equilibrados. Ele está em busca de novas variedades de uvas que sejam mais resistentes ao clima. Valentine Tardieu-Vitali, de um terceiro vinhedo, acredita que a prática da biodinamia ajuda as plantas a lidarem melhor com as mudanças climáticas. A produção de vinhos na região é composta principalmente por rosés, seguidos de brancos e tintos.

O AOC Luberon, localizado no sul da França, abrange seis mil e duzentos hectares de vinhedos, distribuídos em diversas altitudes e climas. A região, que se estende entre a Vallée du Calavon e a Durance, é caracterizada por um clima mediterrâneo com influências continentais e alpinas, resultando em uma pluviometria anual entre quinhentos e noventa e seiscentos e setenta e seis milímetros. Essa diversidade climática contribui para a frescura e o equilíbrio dos vinhos produzidos.

Os viticultores da região têm se adaptado ao aquecimento global, implementando práticas sustentáveis e explorando novas variedades de uvas. Romain Dol, do Domaine Le Novi, destaca a importância de diversificar os cépages (variedades de uvas) para manter a acidez e frescura dos vinhos. Ele menciona que a irrigação controlada e a gestão cuidadosa das folhas são essenciais para enfrentar as secas e o calor excessivo.

Sylvain Morey, da La Bastide du Claux, também enfatiza a importância de entender a mosaica de terroirs (terras) da AOC. Ele utiliza diferentes parcelas para criar vinhos equilibrados, aproveitando a altitude e a exposição ao sol. A busca por novas variedades, como Xarello e tourbat, visa aumentar a resistência das uvas às condições climáticas adversas.

Valentine Tardieu-Vitali, do Château La Verrerie, destaca que a biodinamia tem ajudado as vinhas a suportar melhor os extremos climáticos. A combinação de diferentes terroirs e a escolha cuidadosa dos cépages são fundamentais para garantir a qualidade dos vinhos, que são predominantemente rosés (quarenta e seis vírgula cinco por cento), seguidos por brancos (vinte e oito por cento) e tintos (vinte e cinco vírgula cinco por cento).

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