A pele de animal está voltando a ser usada na moda, especialmente nas coleções de outono/inverno 2025-2026, após um período em que seu uso diminuiu por causa de preocupações com o bem-estar animal. Celebridades como Hailey Bieber e Taylor Swift foram vistas usando roupas feitas desse material. Em 2017, a Gucci havia banido as peles, o que levou outras marcas a buscarem alternativas sintéticas, mas a produção desses materiais, como o poliéster, causa poluição e não é uma solução sustentável. A Geração Z está comprando peles vintage, aumentando o mercado de roupas de segunda mão, enquanto novas opções sustentáveis, como a Savian, feita de plantas, estão surgindo, embora ainda sejam caras. Ativistas criticam o uso de peles, mesmo as vintage, por considerarem que isso ainda envolve exploração animal e gera impactos ambientais negativos.
Retorno da pele animal às passarelas reacende debate sobre sustentabilidade e ética na moda
Após um período de declínio, impulsionado por preocupações com o bem-estar animal, a pele voltou a ser destaque nas coleções outono/inverno 2025-2026, apresentadas em importantes capitais da moda como Nova Iorque, Londres, Milão e Paris. Celebridades como Hailey Bieber e Taylor Swift também foram vistas utilizando peças com o material.
A última vez que a pele ganhou tanta atenção foi em 2017, quando a Gucci anunciou o fim do uso de peles de animais, influenciando outras marcas de luxo. A decisão, celebrada por ativistas, levou à busca por alternativas sintéticas, muitas delas derivadas de combustíveis fósseis.
Mercado de peles falsas evolui e gera novas preocupações ambientais
O mercado de peles falsas de alta qualidade cresceu significativamente, com produtos que se tornaram quase indistinguíveis das peles verdadeiras. No entanto, a produção desses materiais sintéticos, como o poliéster, levanta questões sobre o impacto ambiental, já que são derivados de combustíveis fósseis e contribuem para a poluição.
Especialistas apontam que, mesmo o poliéster reciclado não é uma solução totalmente circular, pois as peças frequentemente acabam em aterros sanitários. A alternativa de prolongar a vida útil das peças, através do aluguel ou da revenda, ganha força como forma de reduzir o descarte.
Geração Z impulsiona o mercado de peles vintage
A Geração Z tem demonstrado um interesse crescente por peles vintage, impulsionando o mercado de segunda mão. Revendedores relatam um aumento nas vendas de peças antigas, com jovens consumidores buscando opções éticas e sustentáveis.
A Madison Avenue Furs, uma das maiores compradoras de peles usadas nos Estados Unidos, registrou um aumento significativo nas vendas, principalmente entre estudantes universitários. A busca por peças de grifes como Christian Dior e Prada também tem sido alta.
Alternativas sustentáveis ganham espaço
Em meio ao debate, novas alternativas sustentáveis estão sendo desenvolvidas, como a Savian, uma pele 100% à base de plantas, feita de urtiga, linho e cânhamo. A primeira peça produzida com o material foi um casaco da Stella McCartney, e a tecnologia tem sido adotada por outras marcas.
Apesar do potencial, o custo ainda é um desafio para a ampla adoção de materiais como a Savian, que competem com os preços dos sintéticos de baixo custo. A LVMH, conglomerado de luxo, tem investido em soluções inovadoras, mas também financia a Federação Internacional de Pele, gerando controvérsia.
Ativistas criticam o retorno da pele, mesmo a vintage
Defensores dos direitos dos animais criticam o retorno da pele, mesmo que vintage, argumentando que ela representa a exploração animal e a supremacia humana. A discussão sobre o impacto ambiental da produção de roupas, com mais de 100 bilhões de itens produzidos anualmente e a maioria descartada em aterros, também é central no debate.
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