Yuichi Hirose é um artesão que trabalha com a técnica tradicional japonesa de estamparia chamada Edo Komon, que cria padrões delicados que parecem uma única cor à distância. Ele acredita que a beleza do trabalho manual não pode ser igualada por máquinas. Hirose aprendeu a arte na oficina da família, que existe desde 1918, e agora busca modernizar os designs, adicionando elementos como caveiras e tubarões. Embora a demanda por kimonos tenha diminuído, ele observa que as mulheres estão usando kimonos em mais ocasiões do que antes. Hirose deseja que mais pessoas conheçam e usem o Edo Komon, mantendo viva essa tradição.
Yuichi Hirose, um dos poucos artesãos da técnica tradicional japonesa de estamparia Edo Komon, busca modernizar seus designs em seu ateliê em Tóquio. Ele incorpora elementos contemporâneos, como caveiras e tubarões, enquanto promove a importância dessa técnica que remonta ao período Edo.
A estamparia Edo Komon é conhecida por seus padrões delicados que, à distância, parecem uma única cor. Hirose destaca que, embora técnicas modernas possam replicar esse efeito, “a beleza feita pelas mãos dos artesãos não pode ser superada por máquinas”. Ele enfatiza a importância de valorizar métodos tradicionais para criar peças verdadeiramente belas.
A técnica surgiu no Japão durante o período Muromachi, entre mil trezentos e trinta e três e mil quinhentos e setenta e três, e se popularizou entre as classes mais baixas como uma forma de imitar o prestígio da nobreza. Os padrões sutis permitiam que os usuários fizessem uma referência discreta ao luxo. Hirose, que assumiu o negócio da família, Hirose Dyeworks, fundado em mil novecentos e dezoito, inicialmente relutou em seguir a tradição familiar, mas acabou se apaixonando pela arte.
O processo de estamparia é meticuloso e exige trabalho em equipe. Hirose e sua equipe precisam alinhar rapidamente estênceis de treze metros para garantir a repetição do padrão. “Não há espaço para erros”, afirma Hirose, que também menciona a necessidade de foco e rapidez durante a produção. Após a aplicação da tinta, o tecido passa por um processo de vapor e lavagem, resultando em um produto final de alta qualidade.
Entretanto, a demanda por kimonos, vestimentas tradicionais, tem diminuído nas últimas décadas, com a preferência crescente por roupas ocidentais. O mercado de kimonos no Japão caiu para R$ 270 bilhões em dois mil e dezessete. Hirose observa que, embora as mulheres agora usem kimonos em ocasiões mais informais, a produção artesanal enfrenta desafios para se manter viável.
Hirose espera que suas inovações ajudem a revitalizar o interesse pela estamparia Edo Komon. “Meu sonho é que as pessoas usem kimonos com estampas de Edo Komon”, conclui Hirose, reafirmando seu compromisso com a tradição e a modernização dessa arte.
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