A estética “clean girl” é uma tendência de moda e beleza que tem ganhado destaque nas redes sociais, promovida por influenciadoras e modelos como Bella Hadid e Kendall Jenner. Essa tendência se caracteriza por cabelos bem cuidados, maquiagem leve e roupas simples, mas especialistas apontam que ela é excludente. A moda reforça padrões de beleza que favorecem mulheres brancas, jovens e magras, deixando de lado aquelas que não se encaixam nesse perfil, como mulheres mais velhas ou de diferentes etnias. A pesquisadora Rosanna Naccarato destaca que essa estética tem raízes históricas que ligam a beleza a classes sociais e raciais, enquanto o antropólogo Michel Alcoforado observa que a ideia de beleza natural é uma construção social que serve para separar as classes. Além disso, os algoritmos das redes sociais tendem a promover esse padrão, dificultando a visibilidade de criadoras de conteúdo que não se encaixam nele. A influenciadora Bárbara Brito, mesmo apreciando um estilo minimalista, sente que essa tendência não a representa completamente, pois a ideia de sofisticação está atrelada a esse visual “clean”.
A estética “clean girl” tem ganhado destaque nas redes sociais, promovida por influenciadoras e modelos como Bella Hadid e Kendall Jenner. Essa tendência, caracterizada por cabelos alinhados, maquiagem suave e roupas monocromáticas, perpetua um ideal de beleza eurocêntrico. Especialistas alertam que essa moda é excludente, marginalizando mulheres não brancas, mais velhas ou com corpos diversos.
A pesquisadora Rosanna Naccarato, do Senai Cetiqt, destaca que a estética “clean” reforça padrões de beleza que favorecem mulheres brancas e magras. “A tendência faz distinção de classes”, afirma. Para muitas mulheres comuns, reproduzir esse visual perfeito é financeiramente inviável. A maquiadora Vanessa Rozan ressalta que o ideal de beleza tem raízes históricas que remontam à Grécia antiga, onde a pele clara era associada à riqueza e à bondade.
Impacto dos Algoritmos
Os algoritmos das redes sociais também desempenham um papel crucial na promoção dessa estética. Arthur Almeida Menesês Barbosa, do Aqualtune Lab, explica que, embora não haja evidências de que esses algoritmos escondam criadoras de conteúdo não brancas, o resultado final é excludente. As postagens que seguem a estética “clean” tendem a ter maior visibilidade, criando um “racismo algorítmico”.
Bárbara Brito, influenciadora negra, comenta que, apesar de apreciar um visual minimalista, a tendência nunca a representou. “A partir do momento em que se cria uma tendência, você já está excluindo e oprimindo alguém”, observa. O antropólogo Michel Alcoforado acrescenta que a beleza natural, promovida pela elite, é uma construção social que visa separar classes.
A discussão sobre a estética “clean girl” revela não apenas questões de beleza, mas também de classe e raça, evidenciando a necessidade de uma representação mais inclusiva nas redes sociais.
Entre na conversa da comunidade